A estória do líder incontestável, cacique político, que vai se conformar em indicar ou ser o vice na chapa à reeleição do atual chefe da comuna, ajudando-lhe a conquistar um novo mandato de 4 anos de mão beijada, é a mais recente “conversa para boi dormir” plantada no curral eleitoral da aldeia payayá.
Faltando mais de um ano para a abertura da temporada de caça aos votos na selva eleitoral, seria muita inocência, justamente, de um dos seus mais temidos habitantes, o Leopardo, dar Passos precipitados numa estrada que ainda terá muito chão pela frente.
O leopardo é um mestre da sobrevivência. Entre os grandes felinos, é o único que não sofre a ameaça imediata de extinção. Ele resiste graças à versatilidade e ao senso de oportunidade.
Então, será mesmo que a fera ferida e esquecida sob a sombra de um Pinheiro, durante a maior parte do primeiro reinado, vai se arriscar a ajudar a aumentar o pinheiral por mais uma quadra e correr o risco de extinção?
É possível, sim, ou não. Façam suas apostas! A negociação em torno da reabertura do nosocômio será o fiel da balança. Sendo bom para ambas as partes, a fake vira news e o pacto está selado.
Faltou apenas combinar com o felino, que não engoliu ainda essa estória de indicar o vice e passar mais um quadriênio sendo mero coadjuvante da cena política local.
Pinheiro que dá mole, vira árvore de Natal.
*Qualquer semelhança com fatos ou pessoas reais, terá sido mera coincidência. J.Britto
*Artigo publicado originalmente em 2 de ago de 2019.


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