A gestão do prefeito Orlando Oliveira Pires (1955/1959) desempenhou um papel fundamental no processo de urbanização e modernização de Jacobina. Sua administração implementou diversas melhorias na cidade em menos de um ano. Entre suas realizações, destaca-se a construção de uma grande avenida que recebeu seu nome, a avenida Orlando Oliveira Pires. Essa obra representou uma intervenção urbanística significativa, transformando a paisagem da cidade e a vida urbana.
Antes, em 1954, uma lei do então prefeito João Batista Freitas de Matos permitiu a desapropriação de terrenos e imóveis para o desenvolvimento do Plano de Loteamento da Avenida Beira Rio. Essa lei estabelecia regulamentos que as novas construções deveriam seguir, baseados no Código de Posturas e nas leis urbanísticas municipais.
A mudança de nome da antiga avenida Beira Rio para avenida Orlando Oliveira Pires ocorreu por meio de um projeto de lei proposto pelo vereador Joaquim Bispo dos Santos em 1955. Houve debates na Câmara de Vereadores, com manifestações contrárias, mas o projeto foi aprovado, reforçando o reconhecimento das realizações do prefeito.
A construção da avenida Orlando Oliveira Pires, iniciada em 1955, além de interligar o centro da cidade à região da Caeira, era estratégica para transformar o espaço urbano de Jacobina. Uma das primeiras ações foi a arborização da avenida com mudas de acácias, que visava a criação de uma área verde ao redor da avenida, refletindo a preocupação por um ambiente urbano mais limpo e purificado.
A administração do Dr. Orlando buscava também valorizar o espaço, tornando-o mais atrativo para os moradores e investidores. Além da arborização, outras obras foram realizadas na região, como a construção do cais de proteção do Rio Itapicuru-Mirim. Essa obra não apenas tinha uma função prática, protegendo as novas residências contra enchentes, mas também criava um ambiente propício para passeios e momentos de lazer.
Dessa forma, a construção da avenida e as melhorias urbanas realizadas em Jacobina durante a gestão do prefeito Orlando Oliveira Pires evidenciaram o esforço de modernização e valorização do espaço urbano da cidade, visando torná-la um local mais agradável, funcional e esteticamente atrativo para seus habitantes.
É um contrasenso que, quase 70 anos após a inauguração, a nossa saudosa Beira Rio seja envolta por um cinturão de barracas que, além de poluir a estética urbana, dificulta o trânsito de pedestres.
Retrocedemos à condição idêntica ao início dos anos de 1980, quando a mesma avenida era tomada por barracas de madeira e zinco em praticamente toda a sua extensão. Problema causado em grande parte pela feira livre, que na época era realizada no local, e também pela crise econômica (seca e decadência do garimpo) que levou muita gente a viver dos pequenos comércios instalados nessas barracas.
Nesse período a situação havia atingido um nível de total descontrole, chegando ao ponto de algumas barracas serem utilizadas como moradias. Diante dessa realidade, o então prefeito Carlos Daltro, nos meses iniciais da sua primeira administração (1982/1988), tomou uma medida considerada drástica: demolir todas as barracas da Beira Rio. Apesar dos protestos, Carlitão mandou passar um trator D-4 para remover todas as estruturas.
Atualmente, a história parece estar se repetindo. E só existem, a meu ver, duas saídas: Fazer como fez Carlitão ou, então, se espelhar em Petrônio Fachinetti, empresário outrora bastante conhecido por essas plagas, e transformar a nossa Beira Rio num imenso “Galeão”.

A alma é de Jegue, mas o coice é de mula!
Quando Arte e Política se Encontram
PCdoB: Centralismo Democrático Foi Degolado
Pimenta na Moqueca: se não arder, não presta!
Quem é ‘Madame Bovary’ na política jacobinense?
O Prefeito e a ‘Travessia do Rubicão’