O Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro-BA) acionou o Ministério Público do Trabalho (MPT) nessa sexta-feira (27) contra a Petrobras, que recentemente oficializou a demissão de concursados da Torre Pituba, em Salvador.
Diretor de comunicação da entidade, Radiovaldo Costa afirmou que os funcionários estão trabalhando “tensos e intimidados” devido aos PDVs (Programa de Demissão Voluntária) definidos pela estatal.
“O objetivo do encontro com o Ministério Público do Trabalho foi denunciar o assédio moral coletivo que a Petrobras hoje está praticando contra os trabalhadores da Bahia, por conta do fechamento das unidades. Deixamos o Ministério ciente desse clima de tensão e intimidação, que deixa os trabalhadores em risco de acidentes nas atividades. São 4 mil concursados e cerca de 13 mil terceirizados em toda a Bahia que estão sendo chamados, quase como um ultimato, para entrar no PDV”, explicou.
Segundo Radiovaldo, os funcionários que atuam em instalações da estatal distribuídas em 21 municípios baianos estão sendo submetidos a prazos com média de 45 dias para aceitarem gratificação em troca do desligamento da empresa ou definirem transferência para unidades instaladas em outros estados, como Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo. O chamado vale apenas para as unidades administrativas, ficando de fora os trabalhadores das áreas operacionais.
“O plano anunciado ontem [quinta-feira, 26] é a nível nacional, não só para a Bahia. É uma demissão voluntária voltada para unidades corporativas, para esses escritórios espalhados pelo país, que atinge não somente trabalhadores com idade para aposentar, mas sobretudo os que entraram recentemente. Eles receberiam um incentivo financeiro, que ainda nem foi definido e divulgado. Os trabalhadores estão sendo coagidos a entrar nesse plano. Ou seja, um processo de demissão coletiva, que vai afundar ainda mais o país em crise. A Petrobras está contribuindo para o aumento do desemprego”, acrescentou.
Recebida a denúncia, o Ministério Público do Trabalho vai acionar a Petrobras para prestar esclarecimentos. “Vão ouvir a versão deles, veremos como será o procedimento. Esperamos que o Ministério Público tome alguma atitude firme, porque estamos com riscos de acidentes nas atividades com os trabalhadores tensos e coagidos”, disse o porta-voz do Sindicato dos Petroleiros da Bahia.
Ele informou ainda que a direção do sindicato não descarta a possibilidade de ingressar na Justiça “responsabilizando criminalmente os gerentes que estão agindo com essa postura”.
Bahia.ba
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