O senador Jaques Wagner é presença garantida em reunião a ser realizada nos próximos dias entre o atual advogado-geral da União (AGU), André Mendonça, com a bancada do PT no Senado para a avaliação da indicação de seu nome pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Só depois do encontro, Wagner deve decidir como se posicionará frente à indicação de Mendonça, que é pastor evangélico. Em reunião ministerial realizada manhã de ontem (6), o presidente Jair Bolsonaro afirmou aos seus assessores que indicará Mendonça ao STF.
O nome dele, porém, ainda não foi oficialmente anunciado, mas o advogado já trabalha intensamente no Congresso, tentando remover as desconfianças ao seu nome que são grandes e foram ampliadas com por sua própria postura em favor do presidente da República.
A maior preocupação dos parlamentares é com o seu grau de alinhamento a Bolsonaro, considerado total.
No Ministério da Justiça, Mendonça chegou a tentar enquadrar jornalistas que criticaram o presidente da República na Lei de Segurança Nacional, um entulho autoritário da época da ditadura. A indicação deve ocorrer assim que o ministro Marco Aurélio Mello se aposentar, no dia 12 de julho.

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