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Vereadora Simone Souza é acusada de cuspir no rosto de servidor da Prefeitura; denúncia foi feita durante sessão por Clodoaldo Dias

TRagora 4 anos ago

Ela é membro da comissão de ética e decoro parlamentar da Casa

Durante a sessão da Câmara Municipal de Jacobina, ocorrida nesta quinta-feira (10), o vereador Clodoaldo Dias (Cidadania) usou a tribuna e trouxe a público uma séria denúncia envolvendo a vereadora Simone Souza (PTC): que ela teria cuspido no rosto de um servidor municipal durante uma discussão.

As agressões teriam acontecido por duas vezes dentro das dependências do Arquivo Público Municipal, onde os dois são lotados – pois, a vereadora também é servidora concursada da Prefeitura.

Para tomar conhecimento dos fatos, o vereador Clodoaldo Dias esteve na repartição para conversar com o seu diretor e com a vítima. Ouviu os relatos e confessou ter ficado triste em saber que a vereadora Simone Souza teria praticado esse tipo de agressão, uma vez que ela é membro do comissão de ética da Câmara e, recentemente, votou pela cassação de outro colega [o vereador Valnei dos Anjos, do PCdoB], justamente, por falta de decoro parlamentar.

O servidor público agredido pela vereadora [e que prefere não revelar o nome], contou que “se desentendeu duas vezes com a colega; teve discussão e cuspida um na cara um do outro”. Informou também que já teria pedido a abertura de processo administrativo na PMJ contra a vereadora para apurar a confusão.

Vereador Clodoaldo Dias

“Eu não poderia me furtar de comentar esse assunto aqui , senhor presidente. O vereador tem que dar exemplo, ainda mais fazendo parte do conselho de ética desta Casa. Confesso que fiquei triste, não queria estar comentando esse assunto aqui. Temos que nos posicionar com respeito e compostura. Não se pode cobrar de uma forma e agir de outra”, argumentou Clodoaldo.

“PANOS QUENTES” – Dois membros da bancada oposicionista saíram em socorro de Simone Souza. Tanto o vereador Dibas Jatobá quanto Noelson Santos, ambos do DEM, tentaram colocar “panos quentes” no caso que pode ter sérios desdobramentos para a denunciada. Dibas Jatobá [que também já foi denunciado por assédio moral a uma servidora da Câmara e teve o processo engavetado pelo presidente Juliano Cruz]  advogou em defesa da colega afirmando que “o funcionário foi quem atacou, ela apenas revidou”.

“É importante ouvi-la nesse momento para não estar culpabilizando, porque, na verdade, não houve erro”, sentenciou Jatobá.

O vereador Noelson Santos entendeu que Clodoaldo Dias “deveria ter esperado o funcionário entrar com processo nessa Casa para que nós investigássemos”. Na sua opinião, “foi uma falta de ética trazer esse caso aqui na tribuna”. Já a cuspida em direção ao rosto de um trabalhador, atribuída à vereadora Simone, não foi condenada por Noelson.

Clodoaldo, por sua vez, respondeu que todo vereador tem a obrigação de denunciar qualquer situação irregular:

“Eu, como vereador, posso falar e a vereadora tem que se explicar dentro do processo administrativo. O que não pode é um membro da comissão de ética pregar uma coisa e fazer outra”, alfinetou.

NA DEFENSIVA – Habituada a atacar, sempre com discursos recheados de acusações contra o atual prefeito, Simone Souza ficou na defensiva e até ensaiou um choro na hora de responder. Mas, faltaram-lhe lágrimas. Com a voz embargada, ela tentou responder às acusações reclamando por não ter sido, primeiro, convidada pelo vereador Clodoaldo para uma conversa, para que ele pudesse ouvi-la e entendê-la.

“O senhor quis usar o cargo para se promover e denegrir a minha imagem”, retrucou Simone.

Em seguida, a vereadora assumiu que “realmente, de fato, aconteceu (sic) duas situações e eu sofri; e fui agredida verbalmente e fisicamente, mas não quis entrar com processo na Justiça porque aprendi que o perdão deve ser liberado em alguns momentos”.

“Isso é feio, fazer política em cima dessa situação não é um comportamento decente”, reclamou Simone.

O vereador Clodoaldo Dias ainda insistiu e deixou no ar uma pergunta: “A senhora cuspiu na cara do servidor ou não?”, provocou.

O presidente da Câmara Municipal, Juliano Cruz (Solidariedade), engrossou o coro dos “passadores de panos” e impediu que a vereadora respondesse ao questionamento, cortando os microfones e encerrando a discussão. (JB)

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