O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, enviou uma carta nesta terça-feira (22) a deputados do partido, em que explica por que a legenda entrou para o bloco formado por Rodrigo Maia e afirma que há uma “verdadeira repulsa” de que a sigla apoie um candidato de Jair Bolsonaro à Presidência da Câmara. A informação é da coluna de Guilherme Amado, da revista Época.

“Há, portanto, sem qualquer margem a dúvidas, seja no interior do partido, seja nos espaços político dos quais legitimamente participamos, inclusive junto à sociedade civil, um mal-estar, uma ojeriza, uma verdadeira repulsa, de que nos aproximemos de uma articulação política que tem por principal característica o autoritarismo e as impressões digitais de seu principal líder no Brasil”, escreveu Siqueira.

Siqueira disse ainda que o êxito eleitoral de Bolsonaro depende da aproximação de um clima que favorece “ditadores e facínoras”.

“Essas pautas retrógradas e obscurantistas fazem parte do projeto político que o elegeu em 2018, mas também são pressupostos necessários de sua reeleição, porque seu êxito eleitoral depende da divisão do país, da aproximação de um estado de anarquia e beligerância social, no qual proliferam sobretudo os afetos, em lugar da racionalidade política. A história ensina que esse sentimento de ‘caos por se instalar’ favorece lideranças autoritárias, cria as janelas de oportunidades para os ditadores e facínoras das mais variadas espécies”.

O documento é endereçado a 13 deputados da legenda que pretendem votar em Arthur Lira, o candidato de Bolsonaro ao comando da Casa.
Apesar de o Diretório Nacional PSB ter decidido por 80 votos a zero que sua bancada na Câmara não votará em qualquer candidatura endossada pelo Planalto, esses deputados pressionam por uma mudança.

COMPARTILHE

Sobre o Autor

Deixe Um Comentário