O governador afastado do Rio, Wilson Witzel (PSC), teve o impeachment confirmado na tarde desta sexta-feira, 30, pelo Tribunal Misto que analisava o processo. Acusado de corrupção na Saúde durante a pandemia, Witzel já estava afastado do cargo até o fim do ano por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Com o impeachment – o primeiro de um mandatário estadual na Nova República –, ele está definitivamente fora do Palácio Guanabara.

O ex-juiz foi eleito em 2018 com 60% dos votos. Os cinco deputados e cinco desembargadores que compõem o colegiado ainda analisarão se ele terá os direitos políticos cassados por até cinco anos. Na votação sobre o impeachment, o resultado se deu por unanimidade: dez votos a zero. Antes, em votações na Assembleia Legislativa, ele havia perdido duas vezes por 69 a 0 no plenário e uma por 24 a 0 na comissão especial. Ou seja, não recebeu nenhum voto favorável à permanência no cargo durante todo o processo. O governador não compareceu à sessão; foi representado por seus advogados.

Enquanto as denúncias criminais que estão no STJ envolvem uma série de acusações de corrupção e lavagem de dinheiro – são, ao todo, quatro peças acusatórias -, o impeachment em si abarca atos que poderiam configurar crime de responsabilidade. São eles: a requalificação da empresa Unir Saúde para firmar contratos com o Estado, assinada por Witzel em março de 2020; e a contratação da Iabas para gerir os hospitais de campanha anunciados pelo governo no início da pandemia.

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