O Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, recuou 1,2% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o último trimestre de 2019. A queda interrompe a trajetória de crescimento iniciada no primeiro trimestre de 2017. O dado é do Monitor do PIB, divulgado nesta segunda-feira (18) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Segundo a FGV, o PIB cresceu 0,1% na comparação com o primeiro trimestre do ano. Considerando-se apenas o mês de março, que foi quando começaram as medidas de isolamento para combater a pandemia do novo coronavírus (covid-19), o PIB caiu 5,3%, em relação a fevereiro, e 1,1% na comparação com março do ano passado.
“É inegável que o ano de 2020 será marcado pela forte desaceleração econômica em decorrência da pandemia de covid-19; passamos do lento ritmo de crescimento observado nos três últimos anos à acelerada retração, que está apenas no início” afirma o coordenador do Monitor do PIB da FGV, Claudio Considera.
Em relação ao primeiro trimestre de 2019, o consumo das famílias cresceu 0,2% no primeiro trimestre deste ano. Já a formação bruta de capital fixo, isto é, os investimentos, caiu 0,2% no período. As exportações recuaram 3,8%. As importações, ao contrário das exportações, cresceram 5,3% no período.
Saúde
Nesta edição do Monitor do PIB, a FGV fez uma análise especial do sistema de saúde. Em conjunto, as atividades de saúde pública e privada representavam, de acordo com o IBGE, 4,3% do PIB em 2017, sendo a saúde pública responsável por 2% e a saúde privada, por 2,3%.
Em março, a atividade de saúde pública caiu 2,7%, na comparação com março de 2019. Já a atividade de saúde privada teve retração de 0,6%, no período.
Segundo a FGV, as quedas de produção da atividade de saúde, tanto pública quanto privada, estão, provavelmente, associadas ao adiamento de consultas e exames devido ao isolamento social dos 15 últimos dias do mês de março.
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