O prefeito de Salvador, e presidente nacional do DEM, ACM Neto disse não vê elementos para que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sofra um processo de impeachment. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Poder em Foco, fruto de uma parceria editorial entre o site Poder 360º e o SBT.
“Existem ainda dois anos e sete meses pela frente do governo. Isso é uma eternidade. Não dá para estarmos agora defendendo ou conspirando por teses golpistas. Não sou a favor que se possa desestabilizar o governo”, avaliou. A íntegra da conversa com o jornalista Fernando Rodrigues está disponível no YouTube.
Para Neto, é preciso aguardar a finalização do inquérito conduzido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para tomar qualquer atitude e que não há condições algumas do Congresso conduzir um processo de impedimento durante a pandemia do novo coronavírus.
“Eu acho que nesse momento não há elementos para avançarmos em um processo de impeachment”, concluiu. Também durante a conversa, o prefeito opinou sobre a possibilidade de adiamento das eleições em virtude da Covid-19.
“Essa é uma decisão complexa, que vai exigir a partir do mês de maio e início do mês de junho, intensas conversas – inclusive entre o tribunal superior eleitoral e o Congresso Nacional. […] Minha vontade é que a eleição possa acontecer em outubro”, disse.
Na avaliação de Neto o problema não é o dia da votação propriamente dito mas como realizar a campanha. Ele pondera que uma campanha completamente realizada pelas redes sociais é um complicador para municípios menores.
“Você pode dizer que a votação não será em um dia, mas em quatro, não será em um final de semana, mas em dois ou três. Estabelecer regras por letra, por distanciamento, aumentar o número de colégios eleitorais. Tudo isso pode acontecer, mas a pergunta é: Como fazer a campanha?”, argumentou.
Sobre a possibilidade de prorrogação de mandato para aglutinar eleições municipais ao sufrágio marcado para acontecer em 2022, Neto reafirmou sua postura contrária. Ele pondera que a ação seria “ruim para a democracia” e “inconstitucional”.
“Se a projeção do coronavírus se confirmar, com um agravamento ao longo de todo esse mês de maio, ao longo do mês de junho – isso vale para todo o País -, eu acho muito difícil ter eleição em outubro”, finalizou.
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