O ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) afirmou em entrevista à Rádio Guaíba nesta segunda-feira, 9, em Porto Alegre, que não pretende disputar eleição para a Prefeitura de São Paulo em 2020.
“Não pretendo concorrer e não se trata de cálculo eleitoral ou de preservar para outras campanhas, até porque não acredito nisso. Mas não tenho essa pretensão de concorrer em 2020. Preciso realmente me reorganizar e de um fôlego para continuar colaborando, como eu venho colaborando com os partidos progressistas do Brasil”, afirmou.
Lula e PT articulam uma chapa para disputar Prefeitura liderada por Haddad, tendo a ex-prefeita Marta Suplicy como vice. Sem partido desde que deixou o MDB, em agosto do ano passado, Marta tem dito a interlocutores que o retorno dela ao PT está praticamente descartado devido às resistências de setores da sigla. O maior entrave para a concretização da chapa, no entanto, é a resistência de Haddad a disputar a prefeitura pela terceira vez.
Para as eleições gerais de 2022, Haddad considera que poderá estar no páreo, mas distante, neste momento, do ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que, segundo o petista, vem passando por uma “crise de identidade”.
“É ruim para a democracia. Ele foi candidato por três vezes. Acho que o discurso dele às vezes se perde. A gente não sabe onde ele está. Com quem ele está aliado. É uma crise de identidade”, disse o petista.
O ex-candidato à Presidência pelo PT nas eleições de 2018 ainda considerou que o julgamento “mais esperado” com relação a Lula está no Supremo Tribunal Federal (STF) e envolve a imparcialidade ou não do ministro Sérgio Moro enquanto responsável pela Lava Jato.
“Só um julgamento importa. Acreditamos que Moro não foi imparcial. Atuou como acusador. Ele tinha uma posição pessoal sobre o presidente Lula e uma motivação política por trás disso. Tanto que deixou de ser juiz e entrou na política”, argumentou.
Haddad esteve em Porto Alegre para receber a Medalha do Mérito Farroupilha, maior honraria da Assembleia Legislativa gaúcha. A distinção foi proposta pelo deputado estadual Luiz Fernando Mainardi (PT).
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