O nome do senador Jaques Wagner passou a ser ventilado há alguns dias para pacificar e coordenar o PT e a base aliada em toda a Bahia. Não são poucas as queixas de partidos da base aliada a respeito da falta de articulação política do governo Rui Costa (PT), que no momento está focado nas ações de combate ao Covid-19 e se coloca distante das conversas envolvendo as eleições municipais de 2020.
O deputado federal Marcelo Nilo (PSB), coordenador da bancada baiana no Congresso Nacional, é um dos que não fazem questão de esconder a insatisfação. Reclama que a articulação está à deriva após a saída de Cibele Carvalho da secretaria de Relações Institucionais do Estado (ela será candidata à prefeitura de Rafael Jambeiro, cidade na qual já foi prefeita). Wagner no posto é o sonho de consumo do parlamentar.
O também deputado federal Bacelar (Podemos), pré-candidato em Salvador, é outro que defende uma diretriz mais definida do Palácio de Ondina na campanha local. Ele ressalta que o modelo bilateral de conversas não tem contribuído para o processo. “Cada um [da base]tem uma ideia, mas precisamos sentar. Os partidos que têm militância em Salvador precisam sentar para conversar”, avalia.
Ademário Costa, presidente do PT em Salvador, revelou à reportagem na semana passada que Wagner terá papel nas articulações da campanha da Major Denice Santiago, pré-candidata do partido na capital – mas não entrou em detalhes. “O que eu posso lhe falar é que Rui está envolvido nas ações de garantia da vida das pessoas e o senador Wagner, que é o grande decano dessa aliança que governa a Bahia, estará nos representando nessa construção com as direções partidárias”.
As conversas do PT com partidos da base devem seguir em sigilo pelos próximos dias. No momento, além dos arranjos municipais, a busca principal é por um nome que dê robustez para a vice de Denice, que ainda batalha para conseguir algum protagonismo no pleito.
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