Presidentes de partidos do centrão decidiram se posicionar contra o adiamento das eleições e agora defendem que o pleito permaneça em outubro, como está na Constituição. Os políticos dizem que não há comprovação de benefícios para a saúde das pessoas em mudar a data em um mês. “Não dá pra se basear em achismo. Teria que ter comprovação científica. Se tiver, vamos mudar, mas nada hoje diz que novembro vai estar diferente”, afirma o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP).
PP, PL, Solidariedade e PSD estão com posições semelhantes. Todos dizem, no entanto, que se houver questão médica relevante que prove ter diferença de um mês para o outro, topam mudar. Há pouco mais de um mês, os partidos sinalizavam pela defesa do adiamento, o que teria que ser feito por meio da aprovação de uma proposta de emenda à Constituição.
Em reunião nesta segunda (8), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sugeriu ao presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, que leve médicos para conversar com líderes.
No encontro, segundo relatos, houve consenso de que a mudança de data é necessária, na contramão dos presidentes do partidos do centrão. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), também participou. Barroso deve agendar para a semana que vem a reunião com especialistas. Na conversa no TSE, a ideia discutida foi de passar a eleição para novembro.
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