O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, votou na última terça-feira (8) pela condenação dos irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima pelo crime de lavagem de dinheiro pelo caso do “bunker”, em que foram encontrados R$ 51 milhões em dinheiro num apartamento em Salvador. O placar está 2 a 0 pela condenação (leia mais aqui).
O decano, contudo, ainda não concluiu seu voto, que conta com 218 páginas. Ainda resta a leitura de outros crimes de lavagem de dinheiro, ligados a operações de compra de imóveis pelos irmãos.
O ministro também ainda não se posicionou sobre a acusação de associação criminosa feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Isto deve ser feito na próxima quarta-feira (15).
No caso do crime de lavagem de dinheiro, Celso de Mello, que é revisor da ação penal, seguiu o voto do relator Edson Fachin, primeiro a votar.
“O cotejo das provas permite concluir com segurança que os irmãos Vieira Lima tiveram a intenção de ocultar no apartamento a incrível soma de 51 milhões de reais, a fim de posteriormente reintroduzir essa soma, esse valor, na economia formal, configurando assim a lavagem de dinheiro”, afirmou Celso de Melo.
No julgamento da próxima semana, o revisor também deve se manifestar sobre os demais acusados – o assessor parlamentar Job Vieira Brandão e o empresário Luiz Fernando Machado.
Além de Celso de Mello e Fachin, votam Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.
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Sobre o Autor

Ex-vereador e Ex-presidente da Câmara de Vereadores de Jacobina, Carlos de Deus é formado em Administração de Empresas pela Universidade Norte do Paraná. Diretor-presidente do jornal Tribuna Regional e do site TrAgora.

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