Apesar das críticas, Jair Bolsonaro autorizou o ministro Paulo Guedes (Economia) a defender a criação de um novo imposto sobre transações. O tributo, que compensaria uma possível desoneração de 25% da folha de pagamento das empresas, funcionaria como uma nova CPMF.
De acordo com informações obtidas pela Folha de S.Paulo, apesar da autorização para que Guedes teste o apoio ao tributo no Congresso, Bolsonaro admite que dificilmente um novo imposto teria apoio do Legislativo. O presidente considera até que viabilizar a iniciativa poderia desgastar a imagem do governo.
A cúpula militar no governo pensa de forma semelhante e, segundo a Folha, interpretou o aval de Bolsonaro a Guedes como uma última tentativa de provar a ele que a medida não tem sustentação política. Paulo Guedes tenta aprovar o novo imposto desde o ano passado, e, neste ano, passou a chamar o imposto de tributação digital. Se criada, poderia incidir sobre qualquer transação, seja pagamento, compra ou até pagamento de fatura de serviços de streaming.
Quase que diariamente o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem criticado o novo imposto. Nesta sexta-feira (31), o parlamentar avaliou que a medida travaria o desenvolvimento do país e sugeriu financiar a desoneração da folha com subsídios concedidos.
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