Entre todos os estados brasileiros, a Bahia ocupa a 5º colocação na participação feminina na Câmara dos Deputados. Das 39 cadeiras que o estado tem direito, apenas três são ocupadas por mulheres eleitas, o que representa 7,7%. O estado hoje possui quatro deputadas. Tia Eron (Republicanos) assumiu uma vaga após a ida de João Roma para o Ministério da Cidadania.

O levantamento feito pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais (SEI), da Secretaria do Planejamento do Estado leva em consideração os estados que tem mulheres eleitas. Em 2020, Amazonas, Maranhão e Sergipe não tinham nenhuma representação feminina legislativo federal.

Por outro lado, com as maiores participações de mulheres na Câmara estavam no Distrito Federal e Acre, cada um com metade dos parlamentares mulheres (4 de 8 em ambos os casos). Rio de Janeiro e São Paulo, com 10 deputadas federais cada um, lideravam em números absolutos.

Na Bahia, nas eleições de 2018, 164 dos 503 dos candidatos eram mulheres, o que representa quase 1/3 das pessoas que concorreram à Câmara dos Deputados. Foi o 16º percentual entre as 27 unidade da Federação, bem próximo do registrado no Brasil como um todo (32,2% de candidaturas femininas) e quase no limite da Lei nº 2.034, que determina uma cota mínima de 30% de candidaturas por sexo.

A sub-representação feminina não era muito menor nos legislativos municipais. Em 2020, só 13,2% dos vereadores eleitos na Bahia foram mulheres (592 de 4.477 em todo o estado). O estado teve o 4º menor percentual de vereadoras do país.

O descompasso entre a proporção de candidatas e deputadas em exercício pode ser atribuído, segundo estudos eleitorais, a fatores como a falta de apoio material às candidaturas femininas e o maior sucesso eleitoral dos candidatos que já eram parlamentares anteriormente.

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