A atenção pedida pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), à CPI das Fake News deve dar novo status à comissão e a seus principais responsáveis, por acaso, dois baianos, o senador Angelo Coronel (PSD) e a deputada federal Lídice da Mata (PSB).
Presidente e relatora da CPI vinham até agora executando seu trabalho sem maiores holofotes da mídia, que em certa medida passara a encarar a montagem do colegiado como mais uma estratégia útil ao marketing de parlamentares do que propriamente como um espaço para enfrentar o problema.
Ainda assim, neste meio tempo, Coronel chegou a ser ameçado de morte, tendo que passar a usar seguranças, e Lídice se queixou da pressão que vinha sofrendo das redes bolsonaristas preocupadas em que as investigações batam na militância virtual do presidente da República.
A entrada em cena de Rodrigo Maia, entretanto, dá outra dimensão ao colegiado, cujo desejo do presidente da Câmara é que descubra se existe uma máquina por trás da disseminação de notícias falsas destinadas a enfraquecer as instituições nacionais.
Com efeito, um trabalho sério e árduo é o caminho para que se consiga descobrir se existe uma ação profissional, destinada a disseminar notícias falsas, promovendo as devidas responsabilizações, com a ajuda dos dois parlamentares baianos, colocado por seus pares nas duas posições mais importantes da comissão.
Ambos, de fato, já começaram a perceber que sua atuação não será desprovida de percalços e pressões. Suas vidas têm sido escarafunchadas e, por enquanto, Coronel tem levado a pior. Curiosamente, órgãos ligados ao bolsonarismo passaram a atacá-lo e a denunciar sua atuação no Senado.
O senador virou alvo depois que, logo na instalação do colegiado, prometeu prender o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ), caso ele, que já foi convocado, não forneça informações sobre o esquema de disparo em massa de mensagens via WhatsApp denunciado na campanha do pai.
O apoio de Rodrigo Maia ou pelo menos sua manifestação no sentido de que quer uma atuação do colegiado organizada e dirigida para esclarecer quem está por trás do esquema de incitamento de ódio às instituições será fundamental, neste momento, a Lídice e a Coronel.
Política Livre
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Sobre o Autor

Ex-vereador e Ex-presidente da Câmara de Vereadores de Jacobina, Carlos de Deus é formado em Administração de Empresas pela Universidade Norte do Paraná. Diretor-presidente do jornal Tribuna Regional e do site TrAgora.

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