O funcionamento irregular do aterro sanitário de Irecê, no norte da Bahia, é alvo de denúncia de vereadores do município. De acordo com reportagem da Record TV Itapoan publicada nesta segunda-feira (31), o local funciona sem pesagem, separação e compostagem do lixo.
A criação do aterro sanitário de Irecê, em 2017, previa o fechamento do lixão da cidade e o reflorestamento do local, além de beneficiar, por meio de um consórcio, outros sete municípios da região. A reportagem verificou, no entanto, que a área onde funcionava o antigo lixão segue recebendo resíduos de forma irregular e continua desmatada.
O projeto também previa a reciclagem, coleta seletiva e compostagem de todo o material orgânico. Em três anos, a prefeitura gastou um valor superior a 20 milhões de reais no consórcio, com um aumento de 65% em relação a 2017, até maio deste ano.
O contrato estabelece que o valor a ser pago pela administração municipal deve ser baseado na quantidade de lixo recolhido, por quilos ou toneladas. A reportagem registrou, no entanto, caminhões despejando lixo no aterro sem passar pela pesagem.
O grupo de vereadores afirma que em 2019 estiveram no local duas vezes, mas foram impedidos de entrar. “Fomos barrados. Procuramos o Ministério Público, fizemos também um B.O. na delegacia, mas mesmo assim não conseguimos acesso ao aterro sanitário”, diz a vereadora Margarida Cardoso (PTN).
Os vereadores já ajuizaram pelo menos duas ações contra a gestão do prefeito Elmo Vaz (PSB) por conta das irregularidades no aterro sanitário. “Nós temos dois processos, duas ações já, no Ministério Público Federal, Estadual, na Corregedoria do Estado […] e até o momento não tivemos êxito na respota em relação à Justiça”, completa Margarida.
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