Diante das notícias desencontradas, divulgadas na imprensa local nas últimas semanas, em virtude da substituição da Fundação José Silveira pelo Instituto Vida Forte (IVF) na gestão dos hospitais municipais e da UPA de Jacobina, a reportagem do Tribuna Regional entrevistou o superintendente do IVF, Elmo Lemos, para colher informações mais precisas sobre todo o processo de transição.
Ele garantiu que o instituto está promovendo um processo de seleção de profissionais com bastante transparência e que não haverá desserviço em nenhum dos atendimentos prestados nas unidades de saúde do município que passarão a ser administradas pelo IVF.
Lemos frisou, ainda, que a nova gestão será pautada pelo princípio da humanização e da excelência no atendimento ao público externo. Revelou, também, que está sendo feito um diagnóstico de toda a situação encontrada para que seja formulado um novo fluxo de procedimentos que melhorem o sistema e esclareça a população onde buscar o tratamento adequado para cada caso.
TR – Seja bem-vindo de volta a Jacobina. O Instituto Vida Forte (IVF) volta a administrar unidades de saúde do município de Jacobina, como se deu esse retorno e desde quando a gestão está sob a responsabilidade do IVF?
Elmo Lemos – A princípio, eu gostaria de ressaltar que no primeiro ano, há oito meses atrás, nós administrávamos aqui apenas o Hospital Municipal Antônio Teixeira Sobrinho. Com a reestruturação, e atendendo um novo entendimento de gestão, o município preferiu fazer um processo para contratar uma instituição que administrasse o Antônio Teixeira Sobrinho, o Vicentina Goulart e a UPA. Nesse processo de transição, que foi um processo onde nós vencemos a disputa, ficou estabelecido que o nosso prazo seria 17 de outubro, que é o primeiro dia de vigor da gestão Instituto Vida Forte em parceria com o município de Jacobina nessas unidades que nós já listamos.
TR – Gostaria que o sr. explicasse algumas polêmicas que ocorreram nos últimos dias relativas às contratações de profissionais para compor os quadros das unidades de saúde que serão geridas pelo IVF. Essas contratações já foram realizadas ou, caso contrário, como é que elas estão sendo efetuadas?
Elmo Lemos – O processo de seleção do pessoal foi publicado por edital em nosso site, que é o nosso portal de transparência. Quem entrar lá, no site, vai ver em edital de seleção, gestão Jacobina, e lá tem todos os critérios. Nesse primeiro momento está sendo, realmente, a análise curricular. Nós, inclusive, estendemos para um banco de reservas, não só para o que é imediato, mas como banco de reserva que é um processo contínuo. E a gente sabe que esse acordo continua, mas, a contratação de pessoal, ela se dá dessa forma.
TR – Para tranquilizar a todos, qual a mensagem que o sr. deixa aos profissionais de saúde que irão compor ou, na verdade, já estão compondo essas equipes nas unidades?
Elmo Lemos – Primeiro, quero dizer que o Instituto Vida Forte continua com o mesmo princípio que nós tínhamos quando nós viemos a administrar o António Teixeira Sobrinho, que é uma gestão com um princípio de humanização, prioridade aos colaboradores internos e, consequentemente, uma qualidade no atendimento para o público externo, que são os nossos pacientes. A gente costuma dizer que o paciente ao nosso cliente, porque quando a gente atende como cliente, a gente dá um cuidado mais especial. E como saúde é um ambiente de humanização, o nosso compromisso é fazer dos hospitais, das unidades administradas, um atendimento mais humano e mais próximo. Outro compromisso é todo mundo andar junto, como equipe. Esses profissionais não estarão só trabalhando em função dos pacientes, mas terão o acolhimento do Instituto para tudo aquilo que for necessário e com a melhor forma possível.
TR – Os senhores que já geriram anteriormente a saúde pública aqui em Jacobina, quais as expectativas deste retorno ao município no desafio de contribuir com essa pasta que é tão importante para a população?
Elmo Lemos – Nesse primeiro momento, nós estamos fazendo o diagnóstico. O nosso objetivo é estabelecer um fluxo de protocolos e procedimentos operacionais que melhorem o sistema e que a gente deixe bem claro onde é a porta de entrada, onde serão atendidas as urgências e emergências, para onde elas devem ser dirigidas, o tratamento eletivo, onde deve ser. Então, todo esse direcionamento nós vamos fazer. Vamos fazer o estudo para implantar um modelo de gestão operacional, onde a comunicação com o parceiro gestor, que é o município, e a instituição, ela seja a mais azeitada possível para que a gente evite problema com regulação, evite problemas de como a pessoa saber para onde ela deve ir quando, por exemplo, tiver uma dor de barriga ou quando for uma fratura. Então, nós vamos fazer uma comunicação aberta no momento oportuno, porque esse momento de chegada é o momento mais difícil, onde a gente vai comunicar à população de Jacobina e região, porque muitas pessoas da região se servem aqui, como será o fluxo de atendimento do Instituto Vida Forte juntamente com o município de Jacobina.
TR – Nessa perspectiva, o que a população pode esperar em termos de serviço a ser ofertado pelo IVF?
Elmo Lemos – O que a gente pode garantir é o seguinte: não haverá desserviço em nenhum atendimento que o município de Jacobina já faz. Essa é uma garantia. A outra garantia é que nós vamos buscar aprimorar esse serviço. Porque já deu para fazer uma leitura que a gente pode contribuir, realmente, para melhoria e também acabar com essa insegurança de que as pessoas não sabem exatamente o que cada hospital faz. E isso é uma coisa que a gente vai deixar bem claro no momento certo, para que todo mundo já saiba para onde se movimentar, para que não haja perda de tempo. Uma pessoa com dor não pode perder tempo, ela tem que ter tratamento. Então, é isso que a gente tem planejado para Jacobina.
TR – Agradecemos pela sua entrevista, deixamos o espaço para suas considerações finais e para sabermos qual a mensagem o IVF deixa para tranquilizar a população neste momento?
Elmo Lemos – Primeiramente, eu queria tranquilizar as pessoas e os profissionais, principalmente a classe médica. Porque, inclusive, já houve uma reunião entre a gestão e esses profissionais estabelecendo um cronograma para resolver as questões que foram deixadas de atraso pela gestora anterior. Ficamos muito felizes em poder voltar a contribuir e receber também da população de Jacobina o carinho que a gente já recebeu no tempo em que fizemos a gestão do Antônio Teixeira Sobrinho. Dizer também que nós estamos disponíveis e que somos uma porta aberta para tudo o que for necessário. Não existe estrelas no Instituto Vida Forte, somos um canal aberto. Temos diretoria nos hospitais, temos pessoas que vão estar lá, atentas para isso, porque o nosso objetivo, a nossa função aqui, é servir à população de Jacobina. E isso a gente vai aprimorar e aprimorar todos os dias em que estivermos fazendo gestão aqui.

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