Felizmente, os avanços da Legislação Eleitoral continuam fortalecendo a democracia. Acabou showmício, aquele em que o candidato rico trazia para o seu palanque um cantor famoso, lotava a praça e no dia seguinte colocava em sua propaganda eleitoral, como se aquela multidão fosse seus eleitores; acabou doação de brindes (camisa, boné, chaveiro, etc., etc.) e tantas outras mudanças que vieram para aprimorar a democracia, equilibrando um pouco mais o jogo democrático.
Agora foi a vez de acabar com as coligações na proporcional. Aquelas coligações em que os presidentes de partido usavam da sigla para fazer negociatas. Um presidente que tivesse cinco candidatos a vereador tinha um preço, o que tivesse dez postulantes o valor era outro e assim por diante. Presidente de partido em nível estadual no “apagar das luzes” vendia a legenda a quem melhor preço oferecesse, e seus pobres aliados nos municípios tinham que obedecer e apoiar o candidato a prefeito que o chefe em Salvador decidia. Isso tudo, é claro, sem nenhuma comprovação, para não sofrer as penalidades da Lei Eleitoral.
Agora, cada partido terá que sair sozinho, não há mais coligação para vereador. Então, os candidatos dos chamados pequenos terão que se juntar. Exemplo: os sete candidatos do partido “A” terão que se juntar aos cinco candidatos do partido “B”, e se for o caso se juntar aos candidatos do partido “C”. Todos esses postulantes terão que se filiar a um só partido, formando uma chapa em condições de eleger vereador. Foi, indiscutivelmente, um avanço significativo.
Diz um ditado popular que: “Para malandro não tem jeito”. Achar que em política o dinheiro perdeu valor e que os “vagabundos” foram eliminados é “cair da cama e chorar”. Porém, a cada dia que passa, o “real” influencia menos na escolha dos nossos governantes.
Cabe também, e principalmente, ao eleitor fazer sua parte, votando em candidatos que preencham os requisitos mínimos para assumir o cargo a que se propõe: honestidade, transparência, competência, experiência, vontade de servir, entre outros; além de, no campo pessoal, ser um exemplo de cidadão: bom filho, bom pai, bom esposo, bom amigo, honrador de seus compromissos e por aí vai.
Chegou o ano em que vamos, mais uma vez, eleger aqueles que irão no Executivo e no Legislativo comandar o nosso município.
Escrito por Carlos de Deus.

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