Os ex-governadores do Rio Anthony Garotinho e sua mulher, Rosinha Garotinho, foram presos novamente na manhã desta quarta-feira (30).
A nova prisão ocorreu após a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro cassar na tarde de terça-feira um habeas corpus concedido ao casal.
Nas redes sociais, Garotinho se defendeu das acusações contra ele e afirmou que é perseguido por ter denunciado o ex-governador Sérgio Cabral, seu adversário político.
Ele ainda citou as malas com R$ 51 milhões, apreendidas em Salvador em um apartamento ligado a Geddel Vieira Lima (MDB).
“Onde está o dinheiro que supostamente teria sido desviado? Não temos mala como Geddel e Rocha Loures. Não temos contas no exterior e mansões como Sérgio Cabral. Não temos fazendas e vacas milionárias como Picciani. Não encontram nada, porque não roubamos”, escreveu Garotinho.
“Eu estou sendo vítima de uma parte do aparato judicial do nosso Estado. Para se ter ideia, para justificar essa prisão preventiva ilegal sem nenhum fato concreto usaram as palavras mentirosas de uma testemunha que já mudou seu depoimento mais de seis vezes e já foi considerada sem fé pública por um Ministro do STF”, afirmou o ex-governador.
A acusação contra Garotinho e Rosinha é a de que houve superfaturamento de R$ 62 milhões em contratos celebrados entre a prefeitura de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, e a construtora Odebrecht.

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