Preocupados com a situação dos animais abandonados nas ruas do município de Jacobina, diversas pessoas vêm se organizando, seja em associações de proteção animal ou até mesmo em grupos informais, e criando uma rede de voluntários que aos poucos desenvolve as primeiras iniciativas no sentido de conscientizar a população sobre o problema do abandono, bem como ações práticas de alimentação e cuidados com a saúde desses animais.

Bebedouros e comedouros com cano PVC

Um dos exemplos é o projeto que confecciona bebedouros e comedouros com cano PVC, do qual participa a voluntária Elis Silva. A partir da solicitação de qualquer pessoa interessada, os compartimentos para ração e água são feitos e instalados em local indicado pelo responsável. O custo do material e a manutenção dos equipamentos ficam por conta de quem solicitou, mas a instalação é gratuita.

Já a 4 Patas, associação de proteção animal, presidida por Gislane Lima, tem dado ênfase às ações de esclarecimento da população sobre maus tratos e abandono dos bichos. A entidade também promove uma campanha pela adoção responsável, orientando o público sobre a importância de, não apenas adotar o animal por impulso, mas, cuidar devidamente e evitar que seja novamente abandonado.

“A adoção é responsável. Só é feita mediante entrevista e também cumpridos todos os critérios que a gente exige para poder encaminhar com segurança os animais aos tratantes responsáveis”, salientou.

Os interessados devem ser maiores de 18 anos e assinar um termo de adoção. Além de passar por uma entrevista, também devem apresentar documento de identidade, CPF, comprovante de residência.

O animal já sai com um chip implantado para evitar nova situação de abandono. Caso isso ocorra,os protetores recolhem, identificam o dono pelo chip e adotam as medidas para a cobrança de multa e outras penalidades pelo abandono.

Outro dado preocupante é o número de animais atropelados na cidade. A 4 Patas chega a tomar conhecimento de até 8 casos por semana. Alguns animais são resgatados e tratados, mas novos casos surgem diariamente e em todos há omissão de socorro por parte de quem atropelou.

“Resgate animal não pode ser negado, até porque é crime previsto em lei”, alerta Gislane.

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Sobre o Autor

*Atuou como Repórter nos jornais O Paraguaçu (Itaberaba/BA), Primeira Página (Jacobina/BA) e Oeste Hoje (LEM/BA). Sites: Camaçari Fatos e Fotos e Nossa Metrópole (Camaçari/BA). Atualmente, edita o portal TRagora e é Repórter do jornal Tribuna Regional.

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