No feriado desta quinta-feira (16), a  cidade de Jacobina se preparou para receber centenas de fiéis para celebrar a festa de Corpus Christi, que é considerada uma das dez maiores manifestações religiosas do país. A confecção de tapetes com pó de serragem, outra tradicional do evento,  envolveu crianças, jovens e idosos, expressando sua arte, fé e devoção.

A preparação de mais de  centenas de tapetes, da Matriz à Missão, começou na noite anterior, quando fiéis das diversas pastorais, movimentos e associações ligadas à Paróquia de Santo Antonio se unem para prestar suas homenagens a Jesus Eucarístico. O evento faz parte do patrimônio público, cultural e religioso do município de Jacobina.

A solenidade de Corpus Christi é uma expressiva manifestação pública da fé no Sacramento da Eucaristia. Por isso,  percorrer as ruas da Cidade do Ouro  é imprescindível na comemoração desta festa. É a procissão mais importante e dela todos os fiéis são chamados a participar, pois é a devoção popular que dá a ela um toque especial.

A origem da celebração

A celebração teve origem em 1243, em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Cristo demonstrando-lhe desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.

Em 1264, o Papa Urbano IV, através da Bula Papal Trasnsiturus de hoc mundo, estendeu a festa para toda a Igreja, e pediu a São Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração.

A procissão com a hóstia consagrada conduzida em um ostensório é datada de 1274. Foi na época barroca, contudo, que ela se tornou um grande cortejo de ação de graças.

No Brasil, a festa passou a integrar o calendário religioso, em 1961, quando uma pequena procissão saiu da Igreja de madeira de Santo Antônio e seguiu até a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima, em Brasília. A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, em Minas Gerais.

Fonte: Jacobina24Horas

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