Uma onça-pintada foi resgatada em maio após passar 22 dias aprisionada dentro de uma caverna na região de Sento Sé, na caatinga do norte da Bahia. A informação foi divulgada na manhã deste sábado (8) pelo programa Amigos da Onça, da organização Pró-Carnívoros.

A onça-pintada é considerada o maior felino das Américas e está criticamente ameaçada de extinção na caatinga. Por isso, o resgate do animal foi considerado prioridade para aqueles que trabalham na conservação da espécie.

A ação contou até com rapel. De acordo com o programa Amigos da Onça, o resgate durou três dias e teve a ajuda de bombeiros, veterinários, ajudantes de campo, biólogos e espeleólogo (especialista em cavernas).

Onça-pintada passou 22 dias aprisionada em uma caverna em Sento Sé, na Bahia. Imagem mostra grupo de resgate perto do local onde a onça estava. — Foto: Divulgação/Programa Amigos da Onça

De acordo com a coordenadora do programa, a bióloga Claudia Campos, moradores relataram que a onça levou uma ovelha morta para a caverna. Ela caiu em uma dolina, que é uma abertura que se forma no solo quando o teto de uma caverna desaba.

Para manter a onça lá dentro, os moradores colocaram pedras sobre a abertura, mas não havia a confirmação sobre se o espaço tinha outras saídas que poderiam ter sido usadas pelo animal.

Quando soube do aprisionamento, Campos montou um grupo para ir ao local verificar se a onça estava mesmo aprisionada e se ainda estava viva.

“Para se ter uma ideia, foi preciso utilizar técnicas de rappel (escaladas), trabalhar à noite e todos usaram roupas de proteção individual, as mesmas que apicultores usam, por causa das abelhas das colmeias que tem na dolina”, diz entidade em comunicado publicado em uma rede social.

“Tudo isso sem ter a certeza de que a onça estava lá dentro, se ainda estaria viva e se realmente era uma onça-pintada.”

O resgate todo durou três dias. Ao fim, a onça foi retirada da caverna com vida e recebeu o nome de Luiza em homenagem à filha de uma integrante do programa.

O animal foi levado para o Centro de Manejo e fauna da Caatinga (Cemafauna) da Universidade Federal do Vale de São Francisco (Univasf).

Quando se restabelecer, ela receberá um colar de monitoramento para ser acompanhada via satélite. Outras duas onças já passam pelo mesmo monitoramento, a Rei e a Vitória.

COMPARTILHE

Sobre o Autor

*Atuou como Repórter nos jornais O Paraguaçu (Itaberaba/BA), Primeira Página (Jacobina/BA) e Oeste Hoje (LEM/BA). Sites: Camaçari Fatos e Fotos e Nossa Metrópole (Camaçari/BA). Atualmente, edita o portal TRagora e é Repórter do jornal Tribuna Regional.

Deixe Um Comentário