Quatro pesquisas divulgadas esta semana (FSB/BTG Pactual, Datafolha, Ibope e Paraná) mostraram cenários rigorosamente similares na disputa presidencial: Bolsonaro na frente, Ciro Gomes em segundo e Haddad crescendo. As duas de ontem (XP/Ipespe e Datafolha) sacramentaram a ascensão de Haddad, que já empata com Ciro.

As pesquisas mostram também que, uma semana após o atentado, Bolsonaro ganhou alguns pontos. Fora disso, o crescimento de Haddad e o efeito atentado, fica mais ou menos tudo como estava.

Sem mudanças

De início Lula liderava e Bolsonaro ficava em segundo, sempre assumindo a ponta quando Lula saía. Agora, Bolsonaro está na ponta e Haddad vai aos poucos ganhando o eleitorado que seria de Lula.

Ainda faltam 20 dias de campanha, e 23 para as eleições, mas as pesquisas sinalizam que o jogo está caminhando para configurar um segundo turno, o que Bolsonaro e petistas querem, ressalte-se.

É por isso que Alckmin subiu o tom contra os petistas na propaganda eleitoral, citando ‘os males’ que a era Dilma causou ao País. Os tucanos acham que vão ganhar 30% dos votos de Bolsonaro e outra fatia do PT, o que o impulsionaria para o segundo turno.

A aposta tucana é crescer na reta de chegada. Mas a pesquisa ontem divulgada, da XP, veio do mundo empresarial. E setores do empresariado já vislumbram um segundo turno entre Bolsonaro e Haddad.

Bolsonaro, o fenômeno

Diz o deputado Luciano Ribeiro (DEM), líder da oposição na Assembleia, que pelas andanças dele interior afora na caça ao voto percebe que há muita gente disposta a votar em Bolsonaro:

– Qual é o tamanho disso e até onde isso vai chegar, eu não sei. Mas sei que tem sido assim.

Tais manifestações, ressalva ele, na maioria das vezes são espontâneas e não fruto de ação organizada. É aí que está o mistério.

Wagner e Neto, sem recíproca

Enquanto Jaques Wagner admite que, se o segundo turno for entre Bolsonaro e Alckmin, fica com Alckmin, ACM Neto, que é o coordenador de Alckmin no Nordeste, disse ao site O Antagonista que não cogita outra alternativa:

– Só tenho um foco agora, é botar Alckmin no segundo turno.

Apesar das dificuldades, os aliados de Alckmin dizem estar confiantes. Acham que no fim ele cresce.

Fonte: A Tarde

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