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São José do Jacuípe: Culpa do “gato” ou do cupim?

TRagora 5 anos atrás

 

 

 

 

 

 

(Por Angel Rosa)

Incrível o quanto pode complicar-se rapidamente um governo. Começa sempre com fatos aparentemente sem importância até desaguar nos mais improváveis absurdos.

É assim com a gestão de Erismar Souza, em São José do Jacuípe.

O destempero começou com a suposta agressão patrocinada por ele contra um cidadão do município, passou pela falta de gasolina na ambulância que levava uma senhora de aproximadamente 90 anos à UPA de Capim Grosso e chega agora ao suposto descarte de livros pela secretaria de educação.

Erismar era a esperança de uma gestão diferenciada. Caiu na vala dos gestores medianos. Não há qualquer ação sobre a qual se possa dizer benza-te Deus, Erismar de Amadinho, não há nada de assombroso tal qual fora prometido em campanha.

Só cabeçadas na gestão. E falta de gasolina. E supostos livros jogados no lixo.

Os livros, de acordo com a secretária de Educação continham cupins. Mas o problema não são livros destruídos por cupins. O problema é ser tão negligente a ponto de uma secretaria de Educação conceder que cupins invadam livros.

E eram livros direcionados a um programa chamado EJA, que objetivaria a alfabetização de jovens e adultos. Imagina se fossem clássicos.

A ‘desimportância’  que se dá a livros no Brasil é absurda. Age-se como se já fôssemos uma potência digital tal que livros físicos se tornassem obsoletos. Aliás, bem antes do digital já se dedicava o mesmo desdém a livros. Talvez por isso os milhões de analfabetos completos ou funcionais que, ainda que lendo, sejam incapazes de entender textos mais simples.

Estamos cansados de saber que o caminho da recuperação do país passa pela educação. Temos exemplos que gritam no mundo. Mas nossos administradores, quase sempre políticos, insistem em estimular a ignorância que lhes traz mais lucro.

Por isso supostamente se joga livro no lixo em São José do Jacuípe.

A atitude que deveria ser um crime virou apenas alvo de troca de farpas entre o governo municipal e quem fez a denúncia, atribuída ao vereador Tonho de Nonó.

Pego no flagra do suposto descarte indevido de livros o governo responde com denúncia de ”gato” de energia.

Livros que iluminam mentes são mero detalhe.

A culpa é do cupim. Ou do “gato”, quem sabe.

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