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Salvador: incêndio em marina na Cidade Baixa atinge ao menos 30 lanchas

TRagora 6 anos atrás

Um incêndio de grande proporções atinge a Marina Bonfim, localizada na Rua Arthur Matos, na Cidade Baixa, em Salvador, na tarde desta quinta-feira (22). De acordo com o Corpo de Bombeiros, as chamas estão atingindo algumas embarcações que estavam estacionadas no estaleiro. O presidente da Associação de Lanchas da Bahia, Darlan Ribeiro, informou que as chamas atingiram mais de 30 embarcações – das 50 que estavam no local.

“São lanchas de pequeno, médio e grande porte.Tem gente aqui que teve perda total e isso tá preocupando, porque algumas embarcações não têm seguro. Mas vamos tentar tomar providências”, comentou Ribeiro. Ainda segundo ele, o espaço pode comportar mais de 200 embarções. A fumaça forte que se espalha assustou moradores da região e pôde ser vista até da avenida Contorno, cerca de 7 quilômetros de distância.

Ainda conforme a corporação, três equipes já foram descolocadas para a região. Há no local ainda um caminhão do Exército. O Centro de Comunicação Integrada da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (Cicom-SSP) informou que o fogo começou por volta das 13h40. Não há informaçãos sobre feridos. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) não foi acionado, de acordo com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS).

O dono de uma embarcação contou ao CORREIO que mantinha na Marina uma lancha avaliada em R$ 300 mil. O médico, que pediu para não ter o nome divulgado, disse que teve sorte – a embarcação dele foi retirada por populares e ficou apenas ‘chamuscada’.

“Só chamuscou um pouco, mas está salva. Os meninos puxaram logo”, falou. Ele acha que o prejuízo é de R$ 5 mil. “Espero que o seguro da Marina cubra. Se não, o meu cobre”, completou. Ainda segundo moradores da região, as lanchas estavam dentro do estaleiro (em terra) quando o incêndio começou.

É possível ver fumaça em frente à Igreja do Bonfim (Foto do Leitor)

A psicológa Graciele Gentil, 25 anos, mora na frente do estaleiro. Ela conta que começou ver os primeiros sinais de fumaça por volta das 12h. “Eu estava na parte de cima da minha casa. Pensei até que tivessem queimando pneu, mas a fumaça preta foi aumentado e as explosões também. Tá todo mundo com as janelas fechadas por causa da fumaça”, contou ela.

Ainda segundo Graciele, uma senhora chegou a passar mal por causa do fogo. “Uma mulher desmaiou, mas o pessoal levou ela pro hospital. Tem muita gente aqui ajudando a acabar com o fogo. Já tiraram umas 20 lanchas de lá”, completou.

Morador da região, Devid Teles, 34, foi uma das pessoas que ajudou a retirar as lanchas do local. Ele afirmou que chegou a ver quando a primeira lancha começou a ser atingida pelo fogo. “Eu vi que pegou na primeira lancha lá no fundo. Aí foi pegando uma na outra. A comunidade que chegou retirando embarcações”, diz.

Morador da região, o bombeiro civil Jefferson de Souza, 29, se voluntariou para ajudar no combate das chamas mesmo estando de folga. “A gente está puxando as lanchas que podemos para não pegar mais fogo. A gente foi nascido e criado aqui. Temos que ajudar. Vimos isso aqui se desenvolver. Conhecemos todos esses funcionários sem falar nos donos das lanchas que são gente boa”, conta.

O site da Bahia Marina informa que existe um serviço de segurança especializada para atender às situações de emergência. O CORREIO tentou contato com a empresa, mas não conseguiu – os telefones não atendem. No local, nenhum funcionário quis falar com jornalistas. Por volta das 15h30, duas horas após o início, o incêndio ainda continua no local.

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