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Rui recua e diz que está “otimista” sobre candidatura de Lula

TRagora 6 anos atrás

No último grande evento público de pré-campanha antes da Convenção do próximo dia 4, o governador Rui Costa (PT) recuou do discurso que vinha adotando até então, quando defendeu, por duas vezes, a possibilidade de o PT apoiar outro candidato de partido aliado, caso Lula caia na malha fina da Lei da Ficha Limpa e tenha candidatura indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Perguntado sobre essa possibilidade, Rui disse que mudou de ideia porque, agora, está “otimista” sobre a candidatura do ex-presidente e que a ideia de ‘plano b’ não está mais na ordem do dia.

“Eu aumentei meu otimismo em Lula ser candidato e voltar a ser presidente. Então, hoje eu já estou mais otimista, acreditando que a vontade do povo  brasileiro será feira e que a Justiça será feita”, disse o governador. E completou ao ser perguntado mais uma vez sobre um suposto ‘plano B’ aliado: “Eu estou tão otimista que acho que hoje essa hipótese não está na ordem do dia. A ordem do dia hoje é Lula ser solto e poder ser candidato à presidente”, disse o governador para a imprensa logo após evento que reuniu milhares de militantes no Wet´n Wild (Paralela) na noite desta quinta-feira, 26.

Rui disse, ainda, que “se a elite tivesse juízo, a coisa mais racional seria apoiar a candidatura de Lula”, mandando recado a partidos como o PR, que fecharam com Geraldo Alckmin (PSDB) na manhã desta quinta. Ao ser perguntado se havia possibilidade de uma aliança PT-Ciro, após o centrão ter fechado em peso com Alckmin Rui desconversou e  citou a pesquisa Vox Populi, divulgada ontem, que coloca o ex-presidente vitorioso no primeiro turno das eleições. Perguntado se Ciro ficou com a imagem maculada e colhe ônus por ter conversado com o DEM, Rui disse que não considera esse um fato relevante.

No último dia 18,  Rui havia admitido para O Globo que caso Lula não fosse candidato, o PT poderia apoiar o nome de um partido aliado.  Na ocasião Ciro ainda ‘namorava’ o centrão,  principalmente o PR. Durante o Fórum Social Mundial em Salvador, em março, Rui disse em entrevista exclusiva ao UOL que o PT deveria deixar de lado o discurso do “golpe” e que o partido  poderia apoiar o nome de um aliado.

Na mesma linha de Rui, o ex-governador Jaques Wagner (PT), pré-candidato ao Senado, não quis comentar sobre a possibilidade de ser um ‘plano B’ para o partido nas eleições presidenciais. Com isso, a estratégia da cúpula petista nacional de levar a candidatura de Lula às últimas consequências ganhou a força também da Bahia, maior estado no Nordeste e quarto colégio eleitoral. O ex-presidente também terá o lançamento de sua candidatura no dia 04, na convenção nacional em São Paulo.

“A decisão só tem uma pessoa para tomar que se chama Luis Inácio Lula da Silva. Então, eu realmente não vejo plano B, mas na hora certa ele vai decidir. Mas não sou eu o plano B”, disse Wagner.

Suplências

O evento também serviu para chancelar os nomes de Davidson Magalhães (PCdoB) como suplente do pré-candidato Ângelo Coronel (PSD), e o deputado federal Bebeto Galvão (PSB) na suplência de Wagner.

Fonte: A Tarde

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