Os governadores dos estados realizaram uma reunião, nesta segunda-feira (23), em Brasília, e um dos objetivos foi a discussão de medidas para diminuir a tensão entre os Poderes. O assunto veio à tona nos últimos dias após uma série de atritos do presidente Bolsonaro com o Supremo Tribunal Federal (STF). Em coletiva realizada na manhã desta terça (24), Rui Costa (PT) confessou que não tem expectativa alguma que aconteça essa reunião.

“Na verdade nós caminhamos para a busca de um consenso entre os governadores. Alguns insistiam em manter a porta aberta e buscar sempre o diálogo, mesmo que nós não acreditemos. Obviamente eu sou daqueles que sempre buscam garantir o consenso e união dos governadores, porque basta o dissenso com o presidente da República. Então nós caminhamos para uma adesão dessa proposta, que propunha um chamamento a reflexão e ao diálogo com o Governo Federal, embora eu pessoalmente não acredite que haverá qualquer alteração do padrão de comportamento da presidência. Esse é o modus operandi que ele exercita desde o primeiro dia do seu mandato e isso, repito, traz um enorme prejuízo para a vida da população brasileira”, pontuou o governador da Bahia.

Outro item de preocupação abordado durante a reunião foi a piora dos indicadores econômicos, como o aumento da inflação, desemprego e da pobreza. De acordo com o governador Rui Costa, tudo isso é provocado pela “incapacidade do Governo Federal”.

“O Brasil vive um drama com o aumento da pobreza, do desemprego, a piora dos indicadores econômicos, além do aumento da inflação, assim como a escassez de produtos que viabilizam uma eventual retomada da economia e a dificuldade no relacionamento com vários países do mundo. Tudo isso provocado pela incapacidade do Governo Federal em fazer gestão. Na minha opinião, o governo aumenta o tom e a agressividade com as instituições, com governadores, prefeitos e com o judiciário para esconder essa incapacidade. Isso é péssimo para o cidadão de bem, o cidadão comum. Com a instabilidade jurídica e institucional, com a insegurança, nós afastamos investimentos externos e internos, diminuindo assim a geração de empregos. Em uma política econômica atrelada ao dólar, com essas agressões que o presidente faz, o dólar volta a subir e portanto o impacto direto disso é a subida no preço dos combustíveis, no preço dos alimentos, no preço dos insumos, no preço da construção civil. Enfim, o país vive uma tragédia”, avaliou Rui.

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