Liminar determinou que a Prefeitura se manifeste sobre a ação em até cinco dias
Em novo episódio da polêmica sobre a retirada de pontos comerciais instalados em espaços públicos na cidade de Jacobina, proprietárias de barracas para venda de alimentação no bairro da Jacobina III, reuniram-se, na manhã desta terça-feira (28), para protestar contra a medida, pedir apoio popular e a intervenção das autoridades. A Prefeitura Municipal de Jacobina determinou o prazo de 48 horas para que os estabelecimentos sejam esvaziados.
A ação da prefeitura deixará as famílias sem fonte de renda e gerará impacto negativo no comércio e lazer da comunidade. “Nós estamos sendo tratados como invasores e bandidos. Eu trabalho há 45 anos no comércio de Jacobina, o que eu faço eu aprendi com a minha mãe. Nosso prazo termina hoje, mas eles só irão demolir se me matarem, porque eu não vou abandonar o meu local de trabalho”, protestou a vendedora Edileuza de 58 anos.
Os comerciantes alegam falta de diálogo e autoritarismo por parte da administração pública. “Se a prefeita chegasse até a nós, fizesse uma reunião com os barraqueiros, explicasse o que ela quer fazer, para entrarmos em acordo, tudo bem. Bastava ela dizer o que queria, se era alvará, imposto, mas não acabar com o nosso sonho em 48 horas”, pontuou dona Edileuza.
A reunião na Jacobina III contou com a presença de dois representantes da classe política: o vereador Maurício Morais e o candidato à vereador pelo partido Unidade Popular, Raí Carneiro. Ambos manifestaram apoio aos proprietários dos pontos comerciais e cobraram uma solução do poder público que não prejudique o planejamento urbano da cidade, mas que assegure o bem-estar dos trabalhadores.
Também na manhã desta terça-feira a justiça concedeu uma liminar, fruto de ação coletiva, determinando que a Prefeitura se manifeste sobre a derrubada das barracas no prazo de cinco dias. “Estamos ao lado do povo e dos trabalhadores! Seguimos firmes e atentos, lutando pelos direitos de quem vive do próprio esforço. Não vamos permitir que decisões injustas prejudiquem o trabalhador”, declarou o vereador Mauricio Morais.
A prefeitura alega que as barracas foram instaladas em locais indevidos e de que está cumprindo medida judicial. Até o momento nenhuma alternativa foi apresentada aos comerciantes.

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