Menu

Respeite meu ponto de vista

TRagora 5 anos atrás

Edvaldo Araújo
 Historiador
_____________________________________________
“Respeite meu ponto de vista”

Em uma sociedade onde informações fragmentadas influenciam as opiniões, que são constantes os  debates sem respeito ao ponto de vista do “outro” e brigas sem o verdadeiro uso da razão é a “novela das nove” dos internautas, e os conflitos de crenças não respeitam as opiniões contrárias, em virtude disto prevejo que a desesperança e a insegurança serão os tijolos que pavimentaram o futuro.

Com freqüência somos testemunhas de atrocidades realizadas pelos homens, das mentiras que são conservadas por parte de pessoas sádicas. Até mesmo as informações que circulam o globo, os discursos de ódio ao seu semelhante se propagam, em formas diversas e em diferentes níveis de exposição, que por inúmeras vezes se transformam em combustíveis para a irracionalidade, para a violência e para o ódio.

O grande desafio do nosso dia é possibilitar ao outro a capacidade de compreender seu ponto de vista, o respeito as opiniões contrárias é a caridade que temos que oferecer, e sem essa tentativa de entender “o outro” não há diálogo, e esquecemos que a comunicação é base de nossa cultura é ela que possibilita a vida de toda nossa civilização.

É relevante construir uma sociedade que dialogue que busque na relação com “o outro” uma forma de enxergar outro lado da história, outro ponto de vista. E nos últimos tempos o que é visto é um cenário de agressividade e selvageria, que por vezes guia o ódio e subjuga a mentalidade dos mais destrutivos e estes que sempre foram a maioria espalham o pânico, disseminando falsas notícias e defendendo o partidarismo e deixam de lado o respeito ao que é contrario a sua posição.

É certo que ou inventamos uma forma mais eficaz de nos comunicarmos com o outro, compreendendo outros modos de pensar ou em breve a morte, ela a que tudo devora, encherá sua barriga com todos nos.

Enquanto este inevitável dia não chega, continuamos espionando nossas pequenas telas afogadas de minúsculos aplicativos brilhantes, subindo e descendo paginas na Web, consumindo informações desmembradas, enfeitando as linhas de publicação com provocações ao “outro”, convidando não para um dialogo mas para uma briga, que por nenhum momento a intenção de mudar de ideia ouvindo “o outro” ou lendo uma posição oposta é levada em consideração. Então pergunto para que chamar “o outro” para conversar se independente do que ele fale você não mudara de opinião? Para que encher “o outro” com suas informações se você não esta aberto a ouvi as informações dele, com o respeito que “o outro” deu as suas?

Chegamos a uma época que denuncia a perda do o amor ao próximo e o ser que nas histórias morreu  para dar uma lição de amor ao mundo teria um momento de frustração, ao notar que o recado de respeito e afeição ao “outro” ficou só no mundo das idéias.

Não há uma pesquisa de quem escreveu a matéria, se realmente verídico o que esta sendo consumido pelo leitor, e uma disputa de desinformações é desenvolvida, inicia uma larga competição de opiniões construídas na mecânica do copiar e colar.

Em ultimo pesar notei nas leituras realizadas durante os estudos da história no contexto da experiência humana, que somos testemunhas da versatilidade de nossa espécie, da capacidade de se ajustar diante de todas as mazelas encontradas, e conseguir conservar nos quatro cantos do mundo um espírito aventureiro e afetivo, repleto de alegria, bondade e paixão, seja pelos seus familiares, pelo seu trabalho ou pela companheira amada. Mas será que estes sentimentos de Bom-humor, caridade e companheirismo, ainda terão forças para dar a luz a um amanhã melhor? Será a humanidade impulsionada a colocar-se em movimento e evoluir novamente?

Enquanto este dia não chega, vou ficar na sala de espera, aguardando uma boa notícia ou a confirmação do fim.

- Anúncio -
Deixe uma resposta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

- Anúncio -