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Ramon Santos critica candidaturas ‘sem consistência eleitoral’

TRagora 6 anos atrás

Por Gervásio Lima

 

Em entrevista concedida ao radialista João Batista, no programa Levante A Voz, da rádio Jaraguar FM, o líder comunitário e ex-vereador Ramon Santos chamou atenção para as candidaturas a deputado estadual e federal de pessoas residentes em Jacobina. Para Ramon, os registros de candidaturas visando o pleito municipal poderão prejudicar o município e a região, que correm o risco de não conseguir eleger um representante para os legislativos estadual e federal.

O ex-vereador criticou a postura de candidatos como o ex-prefeito Rui Macedo, que mesmo sabendo não dispor de um coeficiente eleitoral suficiente para lhe levar ao Congresso Nacional, coloca seu nome para, na verdade, ajudar a eleger o irmão do ex-ministro e agora preso, Gedel Vieira Lima.

“Analisando as candidaturas, fico preocupado porque correremos o risco de ficar sem representantes nos legislativos Estadual e Federal. O que observamos é que os postulantes a uma vaga de deputado não trabalhou a candidatura de forma a terem chances de conseguir o intento e representar de fato Jacobina e os demais municípios que o circundam. Infelizmente as candidaturas apresentadas servirão apenas para contribuir com o coeficiente eleitoral de suas siglas ou para satisfazer o interesse pessoal, visando a eleição municipal de 2020”, criticou Ramon Santos, endossando a necessidade de se construir um projeto regional para aumentar as chances de garantir mandatos de deputados e não confundi eleição municipal com a estadual. “Todas as candidaturas não planejadas não chegarão a lugar nenhum. O coeficiente eleitoral por partido ou coligação para eleger um deputado será de 110 mil votos, em média. Como é que os candidatos que são filhos de Jacobina, irão convencer a população de Jacobina se eles não se apóiam?, disse.

Ramon disse ser defensor do voto distrital, onde os candidatos registrariam suas candidaturas por regiões que forem representar. Para o ex-edil, com esse sistema eleitoral poderia facilitar o ingresso de representantes regionais na Assembleia Legislativa da Bahia e no Congresso Nacional.

COMO FUNCIONA O SISTEMA DISTRITAL?

No voto distrital, deputados e vereadores são eleitos por maioria simples, assim como presidentes e governadores. Se você vota num candidato, esse voto irá diretamente para ele; se ele for o mais votado, será eleito – não dependerá da quantidade de votos de seu respectivo partido ou coligação.

O estado ou município é “recortado” de acordo com o número de cadeiras disponíveis. Se há 10 cargos a serem preenchidos para vereador, a cidade será dividida em 10 regiões, os distritos. Essa divisão procurará números similares de população em cada distrito, para que não haja tanta disparidade de um distrito para outro. Cada distrito terá o direito de eleger um representante.

Cada partido poderá designar um candidato para concorrer em cada distrito. A maior mudança do sistema atual, o proporcional, para o distrital seria: os eleitores não poderiam mais votar em quaisquer candidatos, só naqueles concorrendo dentro do seu distrito – ou seja, de uma região da cidade. As eleições seriam para eleger o representante de um bairro, praticamente.

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