O líder da organização criminosa, suspeito de ter ordenado o massacre que deixou 55 mortos em presídios do Amazonas em maio deste ano foi preso em um shopping de Salvador por agentes da Polícia Federal, segundo informou a PF em nota.
De acordo com informações do site Valor, o homem preso foi Alan Barbosa Rolim, conhecido como Zaqueu. O mandado de prisão preventiva foi expedido pelo Juízo da Vara de Execuções Penais de Manaus.
A ação faz parte da segunda fase da Operação Sétimo Círculo, deflagrada na manhã desta terça-feira (17) com o objetivo de desarticular organização criminosa e reprimir ações voltadas à associação para o tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.
A investida, que envolveu policiais federais lotados no Amazonas e na Bahia, cumpriu em Salvador um mandado de prisão temporária e dois mandados de busca e apreensão em desfavor da principal liderança de organização criminosa atuante na região norte.
Os mandados foram expedidos por ordem do Juízo da 2ª Vara Criminal da Justiça Federal no Amazonas, após deferir representação da Polícia Federal no âmbito de inquérito policial.
A investigação
O Inquérito Policial foi instaurado pela PF, atendendo a requisição do Ministro da Justiça e Segurança Pública, após o massacre que vitimou 55 detentos em presídios do Amazonas, ocorrido nos dias 26 e 27 de maio deste ano, e tem por objetivo investigar a atuação de organizações criminosas no sistema prisional, no tráfico internacional de drogas e na lavagem de dinheiro.
Há indícios de que o referido massacre a detentos foi executado em decorrência de disputas entre integrantes de uma mesma facção criminosa do Amazonas, que atua dentro e fora dos presídios, na prática de tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro, homicídios e crimes correlatos, o que corrobora a hipótese da investigação criminal que ficou a cargo da Polícia Civil/AM.
Durante os trabalhos de investigação foram presos indivíduos que atuavam fora do sistema prisional, mas que eram ligados às duas principais lideranças em disputa pelo controle da facção criminosa. De acordo com o que se apurou, há indícios de que tais indivíduos se encontravam no centro da disputa e tiveram relação com os fatos que ocasionaram o massacre.
Nas duas fases da operação, houve o intercâmbio de informações entre os órgãos de Segurança Pública do Estado, em especial a Inteligência da SEAP/AM, e a Polícia Federal.
O nome da Operação é uma referência à clássica obra literária de Dante Alighieri, na qual o sétimo círculo é o local destinado às almas dos homicidas.
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