Menu

O ódio no mundo

TRagora 6 anos atrás

(Por Angel Rosa) – Santos, papas, pastores, líderes políticos, mestres, iluminados em geral e seus semelhantes vem ao longo da história da humanidade pregando contra o ódio e seus malefícios.

De Jesus a Mandela, todos o fizeram e o fazem, embora essa insistência pareça não fazer muito sentido aos ouvidos de muitas pessoas.

Em nossa caminhada pela terra já nos massacramos muito por religião, pedaços de terra, amores desfeitos, esportes e agora por política. A política, ferramenta que os gregos aperfeiçoaram para diminuir conflitos, perdeu seu sentido para as pessoas e se transformou em instrumento de morte.

Famílias se esgarçam em brigas tolas, amizades se esvaem, gente bate em gente, gente mata gente alegando serem únicos do lado certo da história. Essa “certeza” leva a um posicionamento moral duvidoso. Como bater e matar dá legitimidade ao meu modo de pensar?

Aconteceu recentemente em Salvador, no caso famoso de Mestre Môa do Katendê. Após discussão sobre política um matou ao outro, sim, porque mesmo quem vive após matar também morre. Não há morte pior do que a que se  morre em vida ao perder o bem mais precioso, a liberdade. Sem falar do irremediável remorso a se carregar pela vida inteira.

Acontece agora nos Estados Unidos. Bombas são encontradas em diversos endereços de gente importante. Elas chegaram a caixa de correspondências até do ex-presidente Barack Obama, um pacifista por excelência, que sempre mostrou ser possível resolver conflitos usando o diálogo. Lá também parece ter se acirrado essa briga entre grupos políticos de direita e de esquerda. O que seria apenas uma guerra de ideias acaba virando uma guerra com uso até de bombas. E enviadas para residências das pessoas.

No mundo atual as pessoas preferem armas a livros. Nas cabines de votação usam armas em substituição aos dedos para digitar nas urnas eletrônicas. Parece haver uma sede insaciável de sangue.

É compreensível o medo  existente entre a população devido ao monstro em que se transformou a violência. Assaltos à luz do dia, mortes de populares e autoridades policiais no atacado, balas perdidas matando crianças nos morros, loucura por toda parte. Mas não serão armas e mais ódio que resolverão esse impasse.

Em meio ao assombro é preciso chamar a atenção para as leis. Elas existem e devem ser praticadas. Devem ser cada vez mais rígidas e nunca perder seu sentido e sua validade. Se bandidos provassem de verdade da higidez da lei, não haveria arma melhor a ser aplicada.

Tornaria desnecessária essa guerra e o mar de ódio baixaria suas ondas. A solução está bem debaixo do nariz.

Mas é tão difícil aplicá-la…

Confira texto em áudio podcast:

 

- Anúncio -
Deixe uma resposta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

- Anúncio -