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Na contramão do país, Bahia tem aumento de trabalhos formais

TRagora 6 anos atrás

As mulheres respondem pela quase totalidade das posições de trabalho dos serviços domésticos na região metropolitana de Salvador, com 96,8% dos postos em 2017 ocupados por cerca de 111 mil trabalhadoras. Este é um dos resultados da Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Salvador, divulgada nesta quarta-feira, 18, sobre o segmento do emprego doméstico da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), comparando 2017 com outros anos da série histórica iniciada em 1997.

De acordo com a pesquisa, entre 2016 e 2017, enquanto o nível de ocupação aumentou para as mulheres, houve declínio para as empregadas domésticas (-1,8%), devido à redução do número de mensalistas sem carteira de trabalho assinada (-6,5%) e de diaristas (-3,8%). Porém cresceu o emprego com carteira assinada (2,4%).

Outra boa notícia é que o nível de instrução da trabalhadora doméstica tem crescido, e enquanto em 2012 26,8% tinham nível médio completo ou superior incompleto, em 2017 o percentual cresceu para 35%. Ainda em 2017, porém, a média de jornada das trabalhadoras foi de 37 horas por semana, contra 36 horas em 2016.

Carteira assinada

Ana Margareth Simões, coordenadora da pesquisa Dieese/SEI, explicou que o emprego doméstico sem carteira assinada vem diminuindo desde 2010, mas sofreu novo impacto com a crise econômica. No trabalho formal, ao contrário, quem manteve a trabalhadora regularizou a contratação, assim como quem contrata a partir de agora.

Nos últimos 12 anos, disse Ana Margareth, a categoria registrou crescimento do rendimento devido à valorização do salário mínimo, entendido como piso da categoria. Mas em 2017 o aumento foi muito pequeno, enquanto trabalhadores ocupados tiveram ganhos.

Para o diretor de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores Domésticos do Estado da Bahia, Francisco Xavier de Santana, 96% dos trabalhadores domésticas são do sexo feminino, mas, graças à atuação de projetos do governo nos últimos anos, crianças e adolescentes deixaram de fazer parte deste contingente.

Quanto ao aumento de contrato com carteira assinada, diz que os dados são animadores, porque no final de 2016, enquanto se registrou a redução da contratação formalizada em nível nacional, a Bahia foi na contramão e teve aumento de formalização. Destacou ainda a importância da educação para mudar a situação das trabalhadoras na luta pelos seus direitos.

 A Tarde
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