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Morte de Mãe Bernadete foi motivada por retaliação e ordenada por facção, conclui polícia

TRagora 3 anos ago

A morte de Bernadete Pacífico, executada a tiros em agosto deste ano, foi ordenada por um dos líderes do tráfico de drogas da comunidade Pitanga dos Palmares, onde também está localizado o quilombo do qual ela era líder, em Simões Filho, região metropolitana de Salvador. O criminoso teria sido procurado por um morador que havia sido repreendido pela ialorixá por atuar na exploração ilegal de madeira na região.

Segundo a investigação do caso, ele enviou áudios aos líderes do tráficos relatando que a vítima estaria acionando a polícia para por fim a festas em um bar da comunidade na área quilombola. Com as informações, um criminoso acusado de liderar o tráfico na região ordenou a morte de Mãe Bernadete a dois executores.

De acordo com inquérito concluído pela Polícia Civil, o morador instigou o crime e auxiliou os executores na ação delituosa. Apontado como participe, ele também facilitou a entrada dos autores no imóvel. Após o crime, um dos envolvidos facilitou a fuga de um dos atiradores e guardou as armas utilizadas no homicídio.

Entre seis envolvidos, cinco homens foram denunciados pelo Ministério Público (MP-BA) por homicídio qualificado por motivo torpe, de forma cruel, com uso de arma de fogo e sem chance de defesa da vítima. Quatro deles são integrantes de uma facção criminosa de tráfico de drogas.

Dois suspeitos já estão presos, enquanto outros quatro continuam foragidos.

Ao todo, foram dois executores, dois mandantes, um partícipe e um sexto envolvido no crime, cuja principal motivação foi a retaliação do grupo responsável pelo tráfico de drogas local.

A ialorixá de 72 anos, mais conhecida como Mãe Bernadete, foi assassinada por homens armados que invadiram sua casa, na comunidade de Pitanga dos Palmares. Naquela noite, ela estava com os netos, que foram colocados em um quarto.

Os detalhes do crime foram divulgados na manhã desta quinta-feira (16) em coletiva de imprensa concedida pelo secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, pela delegada-geral Heloísa Campos de Brito, pela diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Andréa Ribeiro, e pelo promotor Luís Neto, coordenador do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco).