Um morador do município de Mirangaba procurou, nesta semana, a redação do Tribuna Regional e do site TRagora para denunciar fatos da administração municipal, os quais ele considera falta de respeito ao contribuinte. No mesmo dia, segunda feira (20), pela manhã, nossa reportagem foi até o município vizinho e constatou a procedência de algumas das denúncias. Ao chegar na cidade encontramos uma motoniveladora (patrol), aparentemente em bom estado de conservação, parada em um terreno baldio em frente à Câmara de Vereadores.

Segundo o vereador Jairo Filho, aquela máquina foi deixada ali pela administração anterior, ao lado de outras máquinas e veículos. Os demais já foram retirados, mas aquela não trabalhou um só minuto na atual gestão. Outra afirmação de Jairo é que o mercado municipal foi interditado na gestão passada e o atual prefeito Adilson Nascimento mandou demolir o imóvel, porém, até a presente data, a municipalidade não construiu outro para abrigar aqueles que ali comercializavam. “Cada comerciante teve que se virar para conseguir outro local e dá continuidade a sua lida do dia a dia”, disse o vereador.

A reportagem do Tribuna e do TRagora fez uma visita à sede da Associação dos Professores Licenciados da Bahia (APLB/Sindicato), onde foi recebida por Fredson Batista dos Santos e Rodolfo Rodrigues, coordenador e secretário, respectivamente, da entidade, além da professora Romina Pauler. Na oportunidade, estes informaram que, dentre outras irregularidades, pode ser citado o não pagamento dos salários dos professores do mês de dezembro de 2019. “A prefeitura não tem uma data-base para pagamento dos professores – paga sempre no mês seguinte e sem data certa. Tem mês que paga no dia 10, no dia 20 e por aí vai. Nós trabalhadores da Educação não podemos fazer compromisso com nosso salário, pois sabemos que vamos receber sempre atrasado, mas não sabemos o dia”, disse Fredson.

Outra reclamação foi de que no início de 2019 o secretário de Educação, em reunião com os professores, assumiu o compromisso de pagar os 20% de incentivo a quem tem nível superior, porém um ano se passou e o compromisso não foi honrado. “Estes 20% foram retirados de nosso salário, a APLB reclamou e, em uma reunião, o secretário garantiu que ia repor este incentivo, o que não aconteceu até agora”, afirmou Fredson Santos. Finalmente, o representante dos educadores alegou que existe uma falha na publicação obrigatória que a prefeitura faz, no que se refere à folha de pagamento dos professores. “Não é divulgada a folha de pagamento analítica, então ficamos sem saber definir o que é salário, o que é gratificação, o que é extra; não há transparência. Enfim, não temos como detalhar o salário dos servidores da Educação”, finalizou.

Nossa reportagem esteve duas vezes na sede da prefeitura tentando conversar com o prefeito Adilson Nascimento, porém, segundo funcionários, ele não se encontrava. Foi passado o telefone de contato informando o assunto e pedimos que, caso a administração tivesse interesse, retornasse o contato para sua versão dos fatos, porém, até o fechamento desta matéria não obtivemos nenhuma resposta por parte do município.

COMPARTILHE

Sobre o Autor

Deixe Um Comentário


Desenbahia
BAN-728-X90-PX-mulher