A chamada “bioeconomia” tem se tornado uma realidade cada vez mais presente no mundo atual. Grandes gestoras de fundos financeiros apontam que seus clientes têm se preocupado com o impacto da sustentabilidade nos seus portfólios. Esta mudança tem sido impulsionada por uma maior compreensão de como os princípios de ESG (sigla em inglês para melhores práticas ambientais, sociais e de governança) podem afetar o crescimento econômico, os mercados financeiros e a sociedade como um todo.

Seguindo essa premissa, mineradoras baianas vêm apostando em inovações que apresentam resultados positivos na busca por sustentabilidade, ação essa incentivada pela Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), que exige um comprometimento socioambiental das empresas com as quais fecha parceria. “É preciso reforçar os investimentos em inovação. Quando nós investimos em inovação, pesquisa, ciência, foi quando houve grandes avanços no país. A sustentabilidade para mim é associar o uso racional do meio ambiente com a comida na mesa das pessoas, com a possibilidade de uma vida digna”, diz Antonio Carlos Tramm, presidente da CBPM.

A Atlantic Nickel, por exemplo, dentro das operações em Itagibá, utiliza um circuito próprio de reaproveitamento que permite o retorno de 90% da água captada em cavas, pilhas, planta de beneficiamento e outras áreas, possibilitando a reutilização no processo produtivo. Isso faz com o que o consumo de água nova represente 10% do total, preservando a disponibilidade hídrica do Rio das Contas e do Rio do Peixe, que favorecem o abastecimento das comunidades locais.

A empresa possui, ainda, uma estação de tratamento físico-químico de água que é composto por um sistema de floculação, coagulação e filtragem, obtendo uma eficiência média de 95% na remoção de impurezas. Além disso, a empresa mantém em funcionamento constante duas estações de tratamento de efluentes, uma doméstica e outra industrial.

Outro projeto implementado pela empresa é o reaproveitamento de restos de alimentos, transformando tudo o que iria para o lixo em um composto orgânico que ajuda a garantir o reflorestamento de espécies nativas de Mata Atlântica. Tudo aquilo que não é consumido é devidamente separado e transportado para o Centro de Triagem de Resíduos da empresa. Desde o início do projeto, 2.750 quilos de restos alimentares já foram transformados em 550 kg de composto orgânico. Isto porque o processo de compostagem reduz os resíduos alimentares em 80%, o que significa que a cada 10 quilos recolhidos, dois viram composto.

O principal objetivo da Atlantic Nickel com a produção do composto orgânico é a utilização do produto no seu viveiro que produz 30 mil mudas anualmente, destinadas à recuperação de áreas e programas de educação ambiental com a comunidade. O espaço concentra a produção de espécies nativas da Mata Atlântica, como Pau Brasil, Jacarandá da Bahia, Pau Ferro, Ingá de Metro e Copaíba, todas plantadas dentro da Área de Preservação Permanente e da Área de Reserva Legal da unidade operacional.

Yamana Gold economizou mais de 25 milhões de kW em energia desde 2019

Visando, principalmente, a minimização do impacto ambiental, redução do consumo de energia e a possibilidade de tornar as operações mais eficientes em termos de uso de energia não renovável, a Yamana Gold desenvolveu o “Projeto de Automação do Sistema de Ventilação das Minas Subterrâneas” que já gerou uma economia de mais de 25 milhões kW para a empresa desde que foi finalizado, em 2019. Essa redução equivale ao consumo de quase 11 mil residências durante um ano e reflete as políticas e práticas ambientais da empresa.

Antes da automação, os ventiladores das minas precisavam ser ligados ou desligados manualmente e, devido ao tamanho da propriedade e das minas, nem sempre era possível fazer esse desligamento. Hoje, os ventiladores são comandados direto da Central de Controle da Mina. Dessa forma, lugares onde não há funcionários, ou que não haverá atividade durante o turno, são desligados através do comando remoto e religados quando há programação para atividade no local.

Atualmente, 100% da frota principal de ventiladores e 78% dos ventiladores secundários possuem automação. Além de medidas para economia de energia, a Yamana também controla indicadores ambientais de redução do consumo de água, óleo diesel e da geração de resíduos sólidos não recicláveis.

Na visão do diretor do WWI-Worldwatch Institute no Brasil, Eduardo Athayde, não haverá mais recurso para empresas que não se enquadram nos padrões de ESG. “Mas é importante notar que não existe um manual padrão. A ESG vive e é impulsionada pela criatividade dos gestores. Quem melhor usar sua criatividade para implantar o ESG vai sair na frente e competir melhor. Mas competir em uma nova visão, que não separa a economia e a ecologia”, afirma.

Assessoria de comunicação – Ascom
Companhia Baiana de Pesquisa Mineral – CBPM

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