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Médica Geysa Leal diz a paciente para provar secreção “pra ver se é verdade”

TRagora 6 anos atrás

Mais uma paciente da médica Geysa Leal relatou ter sofrido complicações após fazer uma lipoaspiração. Internada há mais de uma semana no Hospital Cardoso Fontes, no Rio de Janeiro, a mulher teve o intestino perfurado. Segundo informações do G1, antes de ir para o hospital, ela mandou mensagens para a médica, contando que, apesar da medicação, estava com secreção. “Eu estava muito inchada, ela me receitou vários antibióticos, vários remédios. Voltei para casa com o alívio de algumas horas, mas logo depois começou a doer de novo, começou a inchar de novo”, contou a paciente.

Para demonstrar a gravidade do caso, ela contou que os alimentos que ingeriu estavam saindo pela cicatriz. “Eu comi uma sopa no dia anterior que continha tomate e agrião. Estava saindo muita secreção e nessa secreção saiu agrião e tomate. Mandei as fotos para ela”, acrescentou.

Como resposta, Geysa enviou dois áudios, sugerindo que a paciente experimentasse a secreção. “Amore, eu acho que você devia comer pra ver se é verdade, pra ver se é tomate, se é cenoura, porque isso aí pra mim é gordura. Me desculpa, mas não fale besteira que quanto mais besteira você pensar, pior você vai ficar estressada. E me estressar à toa”.

Na mensagem seguinte, a médica volta a menosprezar o problema apontado pela paciente, mas, aos risos, se desculpa. “Como assim comida? Desculpa, está doida? Eu quero que você venha aqui primeiro. Eu preciso ver isso. Comida? Impossível sair comida. Se eu tivesse perfurado alguma coisa, você já tinha morrido. Então, deixa eu ver primeiro antes de você ficar falando besteira. É agrião, daqui a pouco é uma salada de fruta, uma sopa. Se você quiser, você come para provar, pra ver se é uma coisa ou outra. Eu estou brincando, desculpa. Isso é uma falta de respeito com você. Desculpa”, conclui Geysa.

Morte de outra paciente

A conduta da médica virou notícia depois que uma de suas pacientes morreu. Adriana Ferreira Pinto, de 41 anos, foi a óbito seis dias após fazer uma lipoescultura no escritório de Geysa, no dia 16 de julho. A médica prestou depoimento na delegacia, nessa quinta-feira (26).

De acordo com a publicação, também em depoimento, o marido de Adriana disse que uma semana após o procedimento a mulher começou a se queixar de falta de ar, desmaiou e morreu. Com isso, a polícia interditou a clínica, em Niterói, no Rio de Janeiro, e os agentes farão uma perícia no local para colher informações sobre os procedimentos estéticos que são realizados no estabelecimento. No seu depoimento, Geysa adiantou que o local não dispõe de um Centro de Tratamento Intensivo (CTI) nem de ambulância.

Os agentes também vão conferir se a médica possui as credenciais necessárias para realizar cirurgias plásticas, uma vez que as especializações que ela afirma ter não são reconhecidas pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. “Ela pode exercer e praticar qualquer ato médico. É uma lei federal que delimita que qualquer médico está autorizado e pode fazer qualquer ato médico”, justificou o advogado de Geysa, Lymark Kamaroff. Mas se órgãos como o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) ou o Conselho Federal de Medicina (CFM) apontarem que Geysa não poderia realizar os procedimentos feitos, ela pode ser indiciada por homicídio culposo.

Fonte: BN

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