O governador de São Paulo, João Doria Jr., negou ter sido oportunista ao participar do movimento “BolsoDoria”, em apoio ao então candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), durante as eleições ocorridas no ano passado. A declaração foi feita por Doria durante o programa “Central Globo News”.

“Eu não sou bolsonarista. Eu não criei o ‘BolsoDoria’. O movimento nasceu no interior [de São Paulo], espontaneamente. Mas eu incorporei”, admitiu ele. “E naquela circunstância, na qual enfrentávamos todos os partidos de esquerda juntos, todos faziam campanha contra mim…E, numa campanha, qual era o meu caminho senão estar ao lado daqueles que advogavam com Jair Bolsonaro?”, completou o governador, sempre negando ter sido oportunista.

Doria também se esquivou da pergunta sobre a pretensão de se candidatar ou não a presidente nas eleições de 2022.

“Não é hora de falar disso. Em tese, na prática… Não é momento de discutir eleições de 2022, três anos e meio antes da eleição. É um erro. E não fui eu quem iniciou esse processo. O presidente Bolsonaro, talvez, foi quem deflagrou o processo”.

Durante a entrevista, Doria também fez críticas à indicação de Eduardo Bolsonaro, filho de Bolsonaro, como embaixador do Brasil em Washington (EUA).

“É um ponto crítico meu em relação ao presidente Bolsonaro. Moralmente, não me parece adequado que o filho de um presidente da República seja indicado para uma embaixada. Isso não é positivo. Você confunde o tema familiar com o diplomático. Ainda que fosse alguém que soubesse o inglês corretamente, que tivesse curso em Harvard, que tivesse vivência, competência, ainda assim, eu diria não”, alfinetou.

UOL

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