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Jacobina poderá, mais uma vez, ficar sem representante na Alba

TRagora 6 anos atrás

Por Carlos de Deus

É corriqueiro, mas principalmente em período eleitoral, eleitores de Jacobina discutirem e fazerem um paralelo entre a representação política de três décadas atrás e a situação que o município vive nos últimos anos. Cidade que já teve três deputados estaduais em uma mesma legislatura vem a um bom tempo sem nenhum legítimo representante na Assembléia Legislativa da Bahia. Porém nas eleições de 2010, teve a honra de eleger um filho deputado federal, Amaury Teixeira do Partido dos Trabalhadores. Que não conseguiu a reeleição de 2014. Fora isso a cidade vem em constante declínio político.

Nas eleições de 2016 ficou patenteado que a cidade contava com três grupos políticos, pois saíram das urnas três candidatos a prefeito com votação entre doze e dezesseis mil votos. Amaury Teixeira do PT 11.652, Rui Macedo MDB 12.644 e Luciano da Locar do DEM candidato do grupo liderado por Leopoldo Passos, que foi eleito com 15.716 votos, tendo ainda Zé Amin do PCdoB, que sem estrutura conseguiu apenas 1.753 votos, porém é sabido de toda a população, o rompimento político de Leopoldo com Luciano, passando então a cidade a contar com quatro grupos com força política.

Outubro “bate à porta” e o quadro não é muito animador: Rui Macedo é candidato a deputado federal. Um velho conhecido do eleitor jacobinense. Macedo vai para sua décima eleição nos últimos doze pleitos. Em 2010 sua última tentativa para deputado estadual obteve 18.591, neste mesmo ano Colbert Martins do MDB chegou a 57.362 e não se elegeu deputado federal, o que comprova a dificuldade que Macedo terá para obter êxito. Leopoldo Passos até o momento não disse de público quem serão seus candidatos. Amaury Teixeira não colocou seu nome à disposição a apóia Marcelino Galo e Jorge Solla para estadual e federal respectivamente, ambos não têm em Jacobina sua principal base eleitoral e o prefeito Luciano apóia Luizinho Sobral para estadual e Elmar Nascimento para federal, candidatos de outras cidades. Pior ainda é que estes líderes, não conseguem o apoio de seus liderados em torno de seus candidatos. O vereador “A” segue carreira solo, assim como o suplente “B”, segue seu próprio caminho. O certo é que por falta de diálogo ou por interesses outros, nenhum grupo sai unido em torno de um nome, que apesar de não ser jacobinense, poderia ter na Cidade do Ouro, uma grande votação e quem sabe fazer algo por um município que tanto necessita.

Jacobinense buscando uma cadeira da Assembléia Legislativa da Bahia são três: Kátia Cristina (PT), ex-vereadora e conhecedora e defensora da saúde; Epaminondas Dourado (PHS), ex-diretor do IFBA e defensor da educação e Tiago Dias (PCdoB) que foi o vereador mais votado nas duas ultimas eleições e tem no associativismo sua principal bandeira. Três nomes que podem representar muito bem Jacobina, porém por falta de apoio, terão eleições pouco prováveis. Portanto certamente Jacobina ficará mais uma vez sem um verdadeiro representante das Casas de Leis de Salvador e de Brasília.

Redação do TRagora

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