Na contramão do que recomenda o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS), o isolamento social devido à pandemia do coronavírus diminuiu em 26 dos 27 estados brasileiros nos últimos dias — a única exceção foi o Amazonas, em que o indicador permaneceu praticamente o mesmo.

A medição é possível por meio do comportamento da geolocalização de celulares de 60 milhões de brasileiros, analisada pela empresa In Loco, que usa dados de aplicativos parceiros da empresa.

As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até as 15h deste sábado, que há 20.247 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil, com 1.090 mortes pela Covid-19.

O estado com menor taxa de isolamento social é o Tocantins, com 41% da população, e o o maior é Goiás, com 54,2%.

Seguido, vem o Distrito Federal, com 53,1%, o Ceará, 52,8% , o Piauí, com 52,6%, e Pernambuco, com 51,5%.

Os dados abaixo comparam as últimas 5 semanas, no período de 3 de março a 6 de abril, com a última medição feita pela empresa, em 9 de abril, quinta-feira.

Nesse período, houve aumento do isolamento durante as quatro primeiras semanas, e, em seguida, só houve redução.

Segundo a empresa, a coleta de dados é feita com a permissão dos usuários dos aplicativos, e o deslocamento é monitorado por meio de GPS, sinais de wi-fi, telefonia e Bluetooth.

As maiores quedas foram em Santa Catarina (-10,08%), no Rio Grande do Sul (-8,05%), no Mato Grosso do Sul (-7,99%) e no Paraná (-7,9%).

Uma medição feita pelas quatro principais operadoras de telefonia para o governo de São Paulo mostrou um aumento na sexta-feira 10, com o isolamento subindo de 47% a 57%.

O ministro Luiz Henrique Mandetta voltou a defender hoje o isolamento, em evento num hospital de campanha em Goiás.

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