Grupo das mulheres já soma 2,2 milhões de integrantes

Depois do movimento nas redes sociais iniciado pelas mulheres contra o candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL), agora é a vez dos homens. Um grupo criado no Facebook e batizado com o nome ‘Homens Unidos Contra Bolsonaro’ já somava 40 mil de integrantes até às 13h30 deste sábado, dia 15. No mesmo dia e data, o grupo feminino ‘Mulheres Unidas Contra Bolsonaro’ já registrava 2,2 milhões de integrantes.

Assim como acontece com o grupo das mulheres cis ou trans, o dos homens também é fechado e moderado. Por isso, o total de participantes pode ser maior, já que a atualização em tempo real só é acompanhada pelos membros aceitos.

No descritivo do grupo na fanpage, o espaço é definino como um “grupo destinado a união dos homens de todo o Brasil – e os que moram fora do Brasil – contra o avanço e fortalecimento do machismo, misoginia e outros tipos de preconceitos representados pelo candidato Jair Bolsonaro e seus eleitores”.
Ainda de acordo com os criadores do grupo, o espaço é uma oportunidade para que os participantes se reconheçam como “homens de bem, de amor, de respeito ao próximo e suas diferenças”.

LGBTs também se organizam

Seguindo a mesma linha do grupo ‘Mulheres Unidas contra Bolsonaro’, comunidades de LGBT+ também estão se articulando nas redes sociais para fazer campanha contra o candidato do PSL. Dois grupos LGBTs somavam até às 13h30 deste sábado cerca de 8 mil integrantes.

Na descrição de um dos grupos, batizado de ‘LGBTs Unidos Contra Bolsonaro’, os criadores descrevem a fanpage como um espaço de desconstrução da homotransfobia e um fórum para unir todxs os interessadxs em lutar pelos direitos à cidadania dos LGBT+.

O grupo também postou as regras de funcionando da página, onde estão vetadas as notícias e textos que não sejam de fontes comprovadas e seguradas (as chamadas fake news – notícias falsas) ou postagens em tom irônico a qualquer candidato à presidência.

“Mantenham o foco em não permitir que o B17 governe nosso país”, finalizam os moderadores.

#EleNao

As integrantes do grupo ‘Mulheres Unidas Contra Bolsonaro’, além de promover o compartilhamento de informações sobre as eleições e discutir sobre as propostas de governo dos presidenciáveis, também organizam eventos como manifestações nas ruas, nas cidades onde moram as participantes, e twitaços. O grupo também criou a hastag #elenao para utilizar nas postagens, reforçando o que as pesquisas de opinião já demonstraram, que Jair Bolsonaro tem ampla rejeição do eleitorado feminino, que é maioria no país.

Fonte: Correio da Bahia

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