A Ford suspendeu temporariamente o contrato de 1.600 funcionários do complexo de Camaçari. A medida, que inicia em 1º de agosto, valerá por 90 dias e atingirá metalúrgicos e terceirizados que atuam no setor de autopeças.
A suspensão, chamada de layoff, teria sido motivada pela queda nas vendas causada pela pandemia de coronavírus. “Com o objetivo de adequar o volume de produção à menor demanda do consumidor nessa situação sem precedentes, a Ford irá suspender temporariamente o contrato de trabalho de 1.000 empregados ligados à produção da Fábrica de Camaçari”, afirma o comunicado emitido pela Ford.
A medida deve se estender até 31 de outubro deste ano. Os metalúrgicos, principal público atingido, irão receber 100% do salário, que terá o pagamento dividido entre a empresa e o governo federal enquanto durar o layoff.
O Sindicato dos Metalúrgicos da Bahia informou que os trabalhadores não poderão ser demitidos por pelo menos quatro anos, graças a um acordo coletivo assinado antes da pandemia. Somente serão permitidos desligamentos por baixa performance ou justa causa.
“Agora, nesse momento extremamente preocupante, fomos uma das principais empresas a suspender as atividades, e discutimos o acordo de estabilidade coletiva que é de quatro anos para todos os trabalhadores. Além de tudo isso, conseguimos garantir que todo os trabalhadores conseguissem receber o salário integral, de todas as faixas salariais. Isso foi uma grande conquista, porque isso está na contramão de tudo o que está acontecendo no país”, destacou o presidente do Sindicato, Júlio Bonfim, em entrevista à TV Bahia.
Antes dessa suspensão, a Ford chegou a anunciar a retomada das atividades em 22 de junho na fábrica de Camaçari. A empresa tinha dado férias coletivas aos funcionários em março por causa da pandemia.
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