O acordo coletivo de trabalho entre os operários da Jacobina Mineração e Comércio (JMC/Yamana), representados pelo Sindicato dos Mineiros de Jacobina e Região, corre sério risco de não ser concretizado pelas vias da negociação entre as partes.

De acordo com o presidente da entidade classista, Germinaldo Silva, a empresa se mostrou irredutível e não aceitou nenhuma das propostas apresentadas pelo sindicato.

Entre as principais reivindicações dos trabalhadores, estão o aumento de 4,67% nos salários, abono anual de R$ 5.000,00, extinção da hora-transporte (in itínere’) – paga ao trabalhador pelo trajeto da sua residência até o local de trabalho. A extinção desta parcela será aceita mediante indenização de 6% no salário-base, caso contrário o sindicato exige que seja mantido o seu pagamento.

Além disso, a entidade pretende que o valor do cartão de compras seja reajustado para R$ 675,00 e que o horário administrativo tenha 40 horas semanais, com saída às 16h de segunda à sexta.

A contraproposta empresarial, no entendimento de Germinaldo Silva, representa um retrocesso porque retira vários direitos conquistados ao longo de anos pela categoria.

Na reunião de negociação realizada na última segunda-feira (15) não houve nenhum avanço. A empresa ofereceu apenas 3,75% de reajuste salarial, o que, segundo cálculos do sindicato, causaria uma perda real de 1% nos vencimentos dos trabalhadores.

O sindicato não fechará o acordo nas bases pretendidas atualmente pela empresa, garante Germinaldo. Para isto, a entidade convocou todos os trabalhadores para uma assembleia geral, nesta quinta-feira, 18, às 7h da manhã, na portaria da empresa, na Fazenda Itapicuru.

A reunião será para deliberar sobre a aprovação ou não do acordo coletivo de trabalho proposto pela JMC/Yamana e, em não aprovando, decidir sobre o indicativo de greve da categoria até que a empresa atenda as reivindicações.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da JMC/Yamana, mas até o fechamento desta matéria não obteve nenhum retorno. A empresa gera para o município mais de 1500 empregos diretos na exploração do ouro, sendo a maior impulsionadora da economia local. Reportagem: Jailton Britto, TRagora

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Sobre o Autor

*Atuou como Repórter nos jornais O Paraguaçu (Itaberaba/BA), Primeira Página (Jacobina/BA) e Oeste Hoje (LEM/BA). Sites: Camaçari Fatos e Fotos e Nossa Metrópole (Camaçari/BA). Atualmente, edita o portal TRagora e é Repórter do jornal Tribuna Regional.

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