Augusto Aras, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) para assumir a Procuradoria Geral da República (PGR), se submeteu na terça (10), segundo a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, a uma espécie de prévia da sabatina no Senado.
De acordo com a publicação, no gabinete da presidência da Casa, respondeu a perguntas de cerca de 18 senadores, de várias siglas.
Aras exaltou resultados da Lava Jato, mas disse que a operação não pode se perder em “vaidades pessoais” de seus membros. Questionado sobre como seria sua atuação diante de eventuais problemas do Executivo, respondeu: “Jamais tive medo de cumprir minhas funções”.
Ainda segundo a publicação, Aras foi ao Senado com o assessor parlamentar da PGR, mas entrou para a reunião no gabinete do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), sozinho.
O indicado de Bolsonaro rebateu insinuações de proximidade com petistas. Disse que esteve com Jaques Wagner (PT) três ou quatro vezes, contando encontros casuais em aeroportos. O petista confirmou que eles nunca foram amigos.
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