Da prisão, o ex-executivo da construtora OAS, Léo Pinheiro, afirmou, em carta enviada ao jornal Folha de S. Paulo, que as acusações que fez contra o ex-presidente Lula da Silva, condenado no caso do tríplex de Guarujá (SP), é procedente.

No último domingo (30), a reportagem publicada pelo jornal através de mensagens privadas de integrantes da Operação Lava Jato e repassadas pelo site “The Intercept”, apontam que Léo Pinheiro teria sido coagido a mudar de depoimento visando assim condenar o ex-presidente.

O empresário rechaçou a possibilidade de ter adaptado suas declarações para que seu acordo de delação premiada fosse aceito pela Lava Jato. Em um parte do texto, Pinheiro afirmou: “O material que comprova a minha fala está no processo do tríplex e foi todo apreendido pela Operação Lava Jato na minha residência, na sede da empresa OAS, na residência do ex-presidente Lula, na sede do Instituto Lula e na sede do Bancoop, o que quer dizer que não há como eu, Léo Pinheiro, ter apresentado versões distintas, já que o material probatório é bem anterior à decretação da minha prisão em novembro de 2014.”

No documento, ele ainda reafirmou o pagamento de propinas ao ex-presidente Lula. Confira abaixo mais um trecho da carta enviada por Léo Pinheiro: “Preciso dizer que as reformas não foram um presente. Os empreendimentos da Bancoop assumidos pela OAS apresentavam grandes passivos ocultos, com impostos, encargos que não deveriam ser assumidos pela OAS. Em paralelo, João Vaccari cobrava propina de cada contrato entre OAS e Petrobras.

Combinei com Vaccari que todos os gastos do triplex e sítio seriam descontados da propina. Repito, esse encontro de contas está provado por uma mensagem minha trocada na época dos fatos, devidamente juntada no processo e ainda pelo depoimento do diretor da empresa.

As obras do sítio e no triplex tinham custos relevantes e eram devidamente contabilizadas. Documentos internos da OAS provaram no processo que as despesas das duas obras eram lançadas em centros de custos próprios, com uma referência ao ex-presidente (Zeca Pagodinho) e as divisões ‘praia’ e ‘sítio’.”

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Sobre o Autor

*Atuou como Repórter nos jornais O Paraguaçu (Itaberaba/BA), Primeira Página (Jacobina/BA) e Oeste Hoje (LEM/BA). Sites: Camaçari Fatos e Fotos e Nossa Metrópole (Camaçari/BA). Atualmente, edita o portal TRagora e é Repórter do jornal Tribuna Regional.

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