Foto: Divulgação

 

 

Francisco Canindé Soares, cantor e compositor, nasceu no dia 13 de outubro de 1965, em Currais Novos – Rio Grande do Norte, filho de José Soares da Silva e Luzia Genebrina da Silva, casado com Luciana Mascarenhas Barreto Soares, pai de Clara Mascarenhas, Deivid Eric Campos, Deise Nunes e Lucas Mascarenhas. Mais conhecido como Canindé, o artista consolidou-se na música através de um estilo próprio, encantando ao público com suas canções românticas, e fala, em entrevista ao Tribuna Regional, sobre seu trabalho e as emoções vividas ao longo de 36 anos de carreira.

      Foto: TRagora/ Canindé visita redação do Tribuna Regional.

TR – Canindé, conte um pouco de sua história e porque escolheu Jacobina?

Canindé – Eu nasci em região de mineração, meu pai era garimpeiro e veio para Jacobina para trabalhar no garimpo. Quando chegamos aqui, em 1982, eu tinha 17 anos. Estudei no Colégio Pedro Daltro, no distrito do Junco, mas não conclui o segundo grau, tive que parar para trabalhar desde cedo para ajudar meus pais que não tinham muitas condições financeiras. Então, é isso, ainda muito novo cheguei em Jacobina e aqui estou até hoje, já me considero filho da terra também (risos), inclusive tive a honra de receber título de Cidadão Jacobinense. Defendo o nome de Jacobina, amo este lugar, é uma cidade bela, abençoada por Deus, precisa melhorar muito em algumas questões, mas que não vem ao mérito falar. Minha vida artística começa, em geral, no colégio, depois fui convidado para tocar em bandas, toquei na Grand Star, na Banda Elo com a qual gravei o primeiro disco de vinil. Ainda passei muitos anos tocando em barzinhos daqui de Jacobina, e em 2000 iniciei carreira solo com minha própria banda.

TR – Como foram seus primeiros acordes e com quem aprendeu a cantar?

Canindé – Os primeiros acordes também aprendi na escola, onde eu andava com ‘aquela turminha’ começando a namorar, querendo impressionar ‘as gatinhas’ tocando. E eu era o pedestal, só segurava o violão. A galera tocava e colocava o violão em meu colo quando cansava. Aí comecei a tocar, aprendi dedilhando sozinho, e foi muito rápido, graças a Deus. Em menos de cinco meses já fui convidado a tocar numa banda em Capim Grosso, Grand Star, e lá comecei a arranhar uns acordes vocais. Parece que tava escrito, tinha que ser isso: músico.

TR – Qual o estilo de música e os principais temas de suas composições?

Canindé – Prefiro compor sobre o amor. É a base de tudo. Não tem coisa melhor que falar de amor. Mas, claro, a composição depende da inspiração. De repente pode ser outro tema que vem na hora. Mas, tem certos temas que não gosto de compor, como temas violentos, por exemplo. Na minha vida prego o amor. E meu estilo é MPB, música popular brasileira, que não se resume a alguns ritmos, a MPB é toda música que envolve a cultura brasileira.

TR – Qual o fato ou show mais marcante em sua carreira musical?

Canindé – Vários shows foram emocionantes. Mas, uma das coisas mais marcantes da carreira e maravilhosa da minha vida foi fazer participação com minha filha, a Clara Mascarenhas, no mais recente DVD, a ser lançado em breve. Gravar com ela, do meu lado tocando, uma criatura que você pega pequenininha, dar amor, cria e de repente você ver crescida, cantando, seguindo os passos do pai… É uma maravilha.

TR – Qual a sua opinião sobre a pirataria e de que forma ela impacta no sucesso musical?

Canindé – As portas que se abrem para mim, se abrem para todos. Quem me dera se os problemas do país fosse só a pirataria. É mais um, é claro, mas, ela também tem seu lado positivo. Eu mesmo não posso me queixar, porque se não fosse a pirataria eu não estaria aqui. Ela de certa forma ajuda a difundir o nome dos artistas. Ajudou inclusive grandes artistas nacionais.

TR – Quais as principais dificuldades que você enfrentou ao longo da carreira?

Canindé – Assim, que eu me lembre foi quando eu tive um acidente e quebrei a perna. Foi muito difícil, interrompeu um pouco a carreira, fiquei muito dependente, para tudo. Foi uma fase complicada.

TR – Quais são seus projetos futuros para a carreira musical?

Canindé – É o lançamento e sucesso do novo DVD “Abrigo”, gravado aqui na terra mãe, que será lançado brevemente.

TR – Seu trabalho é muito apreciado na região de Jacobina, na capital baiana. Faz sucesso também em outros estados e qual o segredo do sucesso?

Canindé – Sim. Minas Gerais, Pernambuco, Sergipe, a gente já andou muito por lá. Graças a Deus por onde a gente passa é bem recebido. Tem que plantar bem a semente para colher o fruto bom.Ser músico não é só subir no palco e cantar. Não. É um conjunto de fatores que fazem a coisa dar certo: é como você sobe no palco, é como você trata as pessoas, é como você se comporta no hotel, enfim. Isso faz o artista.

TR – Qual mensagem você deixa aos leitores e para os cantores que estão começando agora no mundo artístico?

Canindé – Seja original, seja você mesmo, não se camuflar para fazer absolutamente nada. É triste quando o artista ou profissional de qualquer outra área chega no palco e tem que dizer: ‘cheguei!’. Deixe as pessoas perceberem e analisarem o seu trabalho. Trate as pessoas bem, seja simples. E “vamos juntos nessa estrada de Deus”.

 

Redação TRagora

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