Terminou há pouco o depoimento do diretor-executivo da Vitamedic, Jailton Batista, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid. Uma das fabricantes de ivermectina no País, a farmacêutica teve aumento significativo de vendas da substância, incluída no chamado “kit covid”, a combinação de medicamentos sem eficácia contra a covid-19. Entre as principais decisões do colegiado nesta quarta estão o pedido de bloqueio de recursos da empresa e a acareação entre o ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, e o deputado Luis Miranda, que denunciou irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin.

A decisão de maior repercussão da CPI, porém, foi a de encaminhar o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro por charlatanismo após o chefe do Executivo incentivar o uso de medicamentos sem eficácia contra o novo coronavírus. A medida foi debatida pelos senadores e deve fazer parte do relatório final da CPI, a ser apresentado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Já a acareação entre Onyx e Miranda, aprovada após requerimento do vice-presidente da CPÌ, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), ficou marcada para a próxima quarta-feira, dia 18. Os dois apresentaram versões diferentes para a compra da vacina indiana Covaxin. Alertado por seu irmão, servidor do ministério da Saúde, Miranda levou a Bolsonaro a denúncia de “pressões atípicas” para a compra do imunizante. O contrato acabou cancelado por recomendação da Controladoria Geral da União. Após o depoimento de Miranda e seu irmão à CPI, Onyx concedeu uma entrevista coletiva contestando as informações do deputado e acusando ambos de fraude.

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