O senador Angelo Coronel confirmou que o PSD pretende ter candidato à presidência do Senado, mesmo após Antônio Anastasia (MG), até então considerado o favorito da legenda, declarar que não tem intenção de seguir na corrida.

Coronel disse que as tratativas para decidir um novo representante ainda estão em fase inicial, mas defendeu em conversa por telefone com o BNews nesta quarta-feira (16), o nome do conterrâneo Otto Alencar.

Outra possibilidade dentro do partido é o ex-prefeito de Campo Grande (MS), o senador Nelson Trad.

Segundo Coronel, não há nenhum acordo para que o PSD apoie outro partido. Hoje, a sigla conta com 12 senadores, número que deve aumentar em 2021 com a filiação já em vista de Luiz do Carmo (MDB-GO) e Rose de Freitas (Podemos-ES). Caso se confirmem as filiações, o PSD irá superar em número a bancada do MDB, atualmente a maior na Casa.

A articulação de Davi Alcolumbre (DEM-AP) para viabilizar Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que segundo presidente do DEM, ACM Neto, estava avançada, não chegou ainda aos ouvidos dos parlamentares, garante Coronel.

“Não tem como terceirizar o candidato, eleição no senado tem que ter conversa. Nem Alcolumbre nem o próprio Rodrigo Pacheco já se colocou como candidato, já pediu algum apoio”, disse o senador.

As alianças do DEM e PSD a nível estadual também influenciam na dificuldade de construir uma unidade. Na Bahia, por exemplo o PSD é da base do governador Rui Costa (PT), costura considerada fundamental para os planos de ambos os partidos em 2022.

Quem também deve fazer valer a força da sua sigla no Senado é o MDB. Nesta terça-feira (15), a senadora Simone Tebet (MS), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), confirmou que irá concorrer à presidência e tentar ser a primeira mulher a liderar a Casa. No entanto, ela vai precisar primeiro vencer a disputa interna com Eduardo Braga (AM), líder do partido, e Eduardo Gomes (TO), líder do governo no Congresso.

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