A malária é uma das doenças mais antigas e mortais do mundo, mas continua provocando a internação de pessoas em todos os continente. No Brasil, por exemplo, entre 2006 e 2018, de acordo com dados do Ministério da Saúde, foram 9.966 casos registrados, uma média de 2 casos por dia.
Na Bahia, foram 664 ocorrências no período, o que significa que 28 baianos foram internados no Sistema Único de Saúde com sintomas da doença. O ranking nacional de casos é liderado por São Paulo, com 2.188 registros de internamento, seguido de Rio de Janeiro (1.027) e Minas Gerais (1.013). A Bahia fica na 10ª posição no país.
No entanto, segundo um estudo publicado, nesta segunda-feira (9), pela revista científica The Lancet, a erradicação global da doença deve acontecer até 2050. “Um futuro livre de malária pode ser alcançado tão cedo como em 2050”, diz o material, de autoria de 41 dos principais especialistas mundiais em malária, ciências biomédicas, economia e políticas de saúde.
Os especialistas identificam três medidas para inverter a curva de progressão da doença, acelerando a queda dos casos de malária em nível mundial, incluindo um aumento anual de cerca de US$ 2 bilhões. Entre as propostas estão melhorar a gestão e implementação dos atuais programas de controle da malária.
Desde 2000, a incidência da malária e a taxa de mortalidade em nível global caíram 36% e 60, respectivamente. Além disso, foi registrado no período um aumento do investimento na prevenção e tratamento da doença, que em 2016 chegou a US$ 4,3 bilhões. Atualmente, mais da metade dos países estão livres da malária.
Mas, apesar dos progressos e dos esforços globais, mais de 200 milhões de casos  são registrados em todo o mundo a cada ano, causando mais de 500 mil mortes. Os casos de malária aumentaram em 55 países da África, Ásia e América Latina e crescem as preocupações com a resistência dos mosquitos transmissores (vetores) aos atuais inseticidas e medicamentos. Apenas dois países africanos – Nigéria e República Democrática do Congo – são responsáveis por 36% dos casos da doença em nível mundial.
“Apesar dos progressos inéditos, a malária continua a privar comunidades em todo o mundo do seu potencial econômico, particularmente na África, onde apenas cinco países carregam quase metade do peso global [da doença]”, afirmou Winnie Mpanju-Shumbusho, membro do RBM Partnership to End Malaria e co-presidente da comissão The Lancet para a erradicação da malária.
A malária é uma doença infecciosa febril aguda transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada por Plasmodium, que é passado ao homem sangue.
BNews
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Sobre o Autor

Ex-vereador e Ex-presidente da Câmara de Vereadores de Jacobina, Carlos de Deus é formado em Administração de Empresas pela Universidade Norte do Paraná. Diretor-presidente do jornal Tribuna Regional e do site TrAgora.

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